Não é segredo para ninguém qual é o tom clubístico dos autores deste blog. Somos ambos benfiquistas devotos e, nessa medida, tentamos falar daquilo que achamos que são anti-benfiquismos. No entanto, este post não falará de um benfiquista, mas de um sportinguista. Concretamente, do seu presidente.
Na sequência do que tem sido uma constante e cobarde indiferença da grande maioria dos órgãos de comunicação social aos últimos acontecimentos no caso Apito Dourado, não é de estranhar que não tenha sido ouvida a voz que mais se ergueu contra este "sistema em estertor", como diz Leonor Pinhão.
Há algum tempo, o Dr. Dias da Cunha falou de um sistema com 2 cabeças, identificando-as muito antes do Apito Dourado, um sistema que pagava favores com favores. Foi enxovalhado, ridicularizado e acusado de cobardia por não concretizar ainda mais as suas já esclarecedoras declarações ou por tentar desculpar algumas exibições menos conseguidas.
Hoje, as 2 cabeças de que se falava são agora arguidos e os favores são já públicos. Hoje, sabemos do que falava o presidente do Sporting. Mas, hoje, ainda não vimos um orgão de comunicação social que seja a pedir-lhe opinião.
Pergunto: não seria isso interessante ouvi-lo? O presidente do 2º maior clube do país, eterno candidato ao 1º lugar? Porque é que este senhor não tem direito a falar?
Para estes cobardes, antes quebrar que torcer e a conversa com o Dr. Dias da Cunha seria apenas para lhe darem finalmente razão e isso não pode ser. É pena que não o façam porque ele merece. Para ele, uma palavra de reconhecimento por tentar chamar a atenção para esta vergonha.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
quinta-feira, dezembro 09, 2004
And now, for something completely different...
A SAD do FC Porto informa, em comunicado:
2 - Quando [Pinto da Costa] se apresentou em Tribunal, de livre e espontânea vontade, no transacto dia 3 de Dezembro, tomou conhecimento da existência de um mandado destinado a obter a sua comparência, que, nos termos da lei lhe foi notificado, pelo que solicitou ele próprio a sua constituição como arguido, do qual decorre, indissociavelmente, a prestação de Termo de Identidade e Residência;
Solicitou? Solicitou ele próprio a sua constituição como arguido? Isso é possível? E significa o quê?
Imagino o diálogo, em pleno Tribunal:
PC: Meretíssima, por favor, constitua-me arguido.
Juíza: OK, sr. Pinto da Costa. Vamos lá arranjar aqui uns crimes para si... Que tal falsificação de documentos e corrupção activa?
PC: Excelente, Meretíssima.
Juíza: Então e o senhor considera-se culpado ou inocente?
PC: Inocente, claro, Meretíssima!
Este comunicado é uma patetice e uma palhaçada, para citar Rosa Santos, pegada. O que me surpreende em tudo isto é que a preocupação não é em saber a verdade, mas sim em defender fanaticamente esta personagem. Espero que cheguemos à verdade e que haja coragem para agir de acordo com os regulamentos da competição:
Artigo 51.º (Corrupção da equipa de arbitragem)
1. O Clube que, através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa ou de, em geral, qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar e obtiver, daqueles agentes uma actuação parcial por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou com consequências no seu resultado ou que seja falseado o boletim do encontro, será punido com as seguintes penas:
a) Baixa de divisão;
b) Multa de € 50.000 (cinquenta mil euros) a € 200.000 (duzentos mil euros).
Claro como água.
2 - Quando [Pinto da Costa] se apresentou em Tribunal, de livre e espontânea vontade, no transacto dia 3 de Dezembro, tomou conhecimento da existência de um mandado destinado a obter a sua comparência, que, nos termos da lei lhe foi notificado, pelo que solicitou ele próprio a sua constituição como arguido, do qual decorre, indissociavelmente, a prestação de Termo de Identidade e Residência;
Solicitou? Solicitou ele próprio a sua constituição como arguido? Isso é possível? E significa o quê?
Imagino o diálogo, em pleno Tribunal:
PC: Meretíssima, por favor, constitua-me arguido.
Juíza: OK, sr. Pinto da Costa. Vamos lá arranjar aqui uns crimes para si... Que tal falsificação de documentos e corrupção activa?
PC: Excelente, Meretíssima.
Juíza: Então e o senhor considera-se culpado ou inocente?
PC: Inocente, claro, Meretíssima!
Este comunicado é uma patetice e uma palhaçada, para citar Rosa Santos, pegada. O que me surpreende em tudo isto é que a preocupação não é em saber a verdade, mas sim em defender fanaticamente esta personagem. Espero que cheguemos à verdade e que haja coragem para agir de acordo com os regulamentos da competição:
Artigo 51.º (Corrupção da equipa de arbitragem)
1. O Clube que, através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa ou de, em geral, qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar e obtiver, daqueles agentes uma actuação parcial por forma a que o jogo decorra em condições anormais ou com consequências no seu resultado ou que seja falseado o boletim do encontro, será punido com as seguintes penas:
a) Baixa de divisão;
b) Multa de € 50.000 (cinquenta mil euros) a € 200.000 (duzentos mil euros).
Claro como água.
quarta-feira, dezembro 08, 2004
O silêncio é dourado
Dado que a maioria dos orgãos de comunicação social está mal informado ou não quer informar, eis o que diz o Jornal de Notícias, sobre o Apito Dourado:
Manipulação da disciplina e favores de árbitros
Ana Cláudia Nogueira validou ontem a tese do Ministério Público, relativamente aos cinco crimes. O primeiro crime de tráfico de influências já envolvia Valentim Loureiro e diz respeito a um jogo da Taça de Portugal que teve como árbitro Martins dos Santos, alegadamente escolhido por Pinto da Costa, onde o clube defrontou e ganhou o Rio Ave. O segundo crime tem a ver com a penalização de Mourinho e de Deco e pressupõe uma intreferência no procedimento disciplinar. Os crimes de corrupção dizem respeito a uma actuação de Augusto Duarte e a outra com a equipa de arbitragem de Évora. No primeiro caso, Pinto da Costa teria oferecido como contrapartida ao árbitro a promessa de uma melhor classificação, enquanto no segundo a corrupção teria passado por oferecer favores sexuais, na noite anterior ao jogo com o Estrela da Amadora. O último crime, de falsificação de documentos, tem a ver com a classificação dos árbitros. Aí, Pinto da Costa surge indiciado na forma de cumplicidade, ao que tudo indica com Pinto de Sousa.
Estranho a ausência de dissecações deste caso nos principais jornais e rádios. Porque será?
Manipulação da disciplina e favores de árbitros
Ana Cláudia Nogueira validou ontem a tese do Ministério Público, relativamente aos cinco crimes. O primeiro crime de tráfico de influências já envolvia Valentim Loureiro e diz respeito a um jogo da Taça de Portugal que teve como árbitro Martins dos Santos, alegadamente escolhido por Pinto da Costa, onde o clube defrontou e ganhou o Rio Ave. O segundo crime tem a ver com a penalização de Mourinho e de Deco e pressupõe uma intreferência no procedimento disciplinar. Os crimes de corrupção dizem respeito a uma actuação de Augusto Duarte e a outra com a equipa de arbitragem de Évora. No primeiro caso, Pinto da Costa teria oferecido como contrapartida ao árbitro a promessa de uma melhor classificação, enquanto no segundo a corrupção teria passado por oferecer favores sexuais, na noite anterior ao jogo com o Estrela da Amadora. O último crime, de falsificação de documentos, tem a ver com a classificação dos árbitros. Aí, Pinto da Costa surge indiciado na forma de cumplicidade, ao que tudo indica com Pinto de Sousa.
Estranho a ausência de dissecações deste caso nos principais jornais e rádios. Porque será?
Escandaloso

Absolutamente escandaloso, intolerável e de péssima educação a análise de Rosa Santos n'O Jogo ao trabalho do árbitro Pedro Pereira no Benfica-Estoril.
Foi um penálti do "sistema". O Benfica, em vez de ir buscar um jogador, foi buscar um palhaço. Karadas só fez palhaçadas e, em Portugal, precisamos é de bons jogadores e não de palhaços. O benfiquista devia ter visto um amarelo por simulação.
Nem Jorge Coroado conseguiria ser assim tão sincero. Notável. Rosa Santos estava claramente em dia não. Talvez o dia lhe tenha corrido mal. Talvez até nem lhe apetecesse ver o jogo. Aliás, permanece, em mim, uma grande dúvida sobre a forma como o Tribunal do Jogo vê todos os jogos e publica (da responsabilidade de Jorge Coroado) uma análise semanal ao trabalho dos árbitros, pontuada com estrelas. Mas, não fugindo ao assunto, Rosa Santos não estava bem disposto. Se calhar, anda preocupado com algumas notícias que vêm do Norte, e que até já implicaram um quase vizinho seu. Ou então, tem esse recalcamento de nunca ter seguido a vida de artista de circo, de nariz vermelho e cabeleira colorida. Fez figura triste. Como o fez ao longo da sua carreira.
Aguardo, com muita expectativa, que a direcção editorial d'O Jogo emita, pelo menos, um pedido de desculpas ao jogador. É o mínimo.
Subscrevo a palavra de incentivo do presidente ao plantel, a cumprir o seu papel numa altura em que as exibições não são de encher o olho:
Quero deixar uma palavra de muito apreço aos nossos profissionais. Ontem [segunda-feira] as coisas não nos correram muito bem, mas logo a seguir fomos vítimas de ataques por parte de alguma comunicação social, sem justificação alguma. Chegámos ao ridículo, por exemplo, de, no jornal O Jogo o ex-árbitro Rosa Santos chamar palhaço ao Karadas. Recordo-me perfeitamente de quando esse senhor era árbitro e não vale a pena estar a falar do seu passado...
sexta-feira, novembro 26, 2004
Canção de Lisboa
Por norma, apenas nos jogos fora vejo o Benfica na TV. Ganhei desde os 5 anos o hábito de me deslocar ao Estádio da Luz de 15 em 15 dias e o vício do futebol ao vivo foi ficando. Este meu ritual impede-me de ter acesso às pérolas e ao veneno dos jornalistas desportivos que asseguram o relato e comentário nas transmissões televisivas.
Ontem, por compromissos profissionais, não me pude deslocar ao Estádio. Tive pois o prazer de acompanhar o jogo pela RTP e assistir a um comovente flirt entre o locutor de serviço, Alexandre Albuquerque, e a repórter no relvado, Cláudia Lopes. Com deliciosas e carinhosas piadinhas, o par-de-jarras polvilhou o jogo com a velha receita de Mário Wilson: "Os jogadores do Benfica precisam de amor".
Mas aos 15 minutos, o verniz estalou entre o casalinho. Petit é substituído, diminuído fisicamente. Alexandre Albuquerque não perde tempo:
Esperemos que não seja como Miguel, que no último jogo jogou sem estar em condições.
Mais bem informada, responde a repórter:
Mas, Alexandre... O Miguel teve mais propriamente um azar do que um agravamento de qualquer lesão. Porque foi na outra perna e foi uma entorse, e não uma lesão muscular, o que lhe aconteceu no jogo com o Rio Ave.
Vencido, mas não convencido, Alexandre Albuquerque:
Sim... Mas o jogador estava a uns 30 ou 40 por cento.
Perante tal conhecimento científico na área de medicina, o bastante para quantificar a condição física de um jogador e avaliar o impacto de uma lesão numa perna na perna contrária, surgia na minha mente, apenas a melodia do célebre filme com Vasco Santana:
Lisboa já tem, agora em mim um doutor....
Departamento clínico do Benfica, cuidado! Ele até sabe o que é o esternocleidomastoideu!
Ontem, por compromissos profissionais, não me pude deslocar ao Estádio. Tive pois o prazer de acompanhar o jogo pela RTP e assistir a um comovente flirt entre o locutor de serviço, Alexandre Albuquerque, e a repórter no relvado, Cláudia Lopes. Com deliciosas e carinhosas piadinhas, o par-de-jarras polvilhou o jogo com a velha receita de Mário Wilson: "Os jogadores do Benfica precisam de amor".
Mas aos 15 minutos, o verniz estalou entre o casalinho. Petit é substituído, diminuído fisicamente. Alexandre Albuquerque não perde tempo:
Esperemos que não seja como Miguel, que no último jogo jogou sem estar em condições.
Mais bem informada, responde a repórter:
Mas, Alexandre... O Miguel teve mais propriamente um azar do que um agravamento de qualquer lesão. Porque foi na outra perna e foi uma entorse, e não uma lesão muscular, o que lhe aconteceu no jogo com o Rio Ave.
Vencido, mas não convencido, Alexandre Albuquerque:
Sim... Mas o jogador estava a uns 30 ou 40 por cento.
Perante tal conhecimento científico na área de medicina, o bastante para quantificar a condição física de um jogador e avaliar o impacto de uma lesão numa perna na perna contrária, surgia na minha mente, apenas a melodia do célebre filme com Vasco Santana:
Lisboa já tem, agora em mim um doutor....
Departamento clínico do Benfica, cuidado! Ele até sabe o que é o esternocleidomastoideu!
sexta-feira, novembro 19, 2004
Entrelinhas
O jogador Luisão deslocou-se durante a semana passada ao Brasil, para representar a sua selecção no jogo com o Equador. Preocupado, o Benfica, entidade patronal, terá feito diligências para assegurar o regresso do jogador a tempo de preparar o jogo da Super(?)Liga.
Tal facto foi noticiado no Record de dia 13 de Novembro, em peça de Nuno Miguel Ferreira, onde se lia:
O Benfica decidiu contribuir para o aluguer de um avião de forma a transportar Luisão de regresso à Europa após o encontro da selecção brasileira, no Equador, agendado para o próximo dia 17 (quarta-feira).
A factura será dividida pelo Barcelona, Real Madrid, Olimpique de Lyon, Hertha de Berlim, Benfica e Monaco, clubes interessados em contar com os respectivos jogadores para os jogos do fim-de-semana.
Louvo a atitude do Benfica enquanto lamento que estas despesas não sejam comparticipadas igualmente pelas respectivas federações. Mas isso são contas de outro rosário.
A razão deste post prende-se com o tratamento dado por alguma imprensa a este regresso de Luisão. Vejamos.
Título do mesmo artigo do Record:
Luisão apanha boleia no avião das estrelas
A Bola:
Luisão à boleia
[...]
Luisão acaba por chegar um dia mais cedo que o habitual, uma vez que aproveitou a boleia do avião fretado pelo Real Madrid e Barcelona para trazer os seus jogadores que estiveram ao serviço da selecção canarinha, que jogou no Equador.
Nem vale a pena explicar que Luisão não viaja à boleia porque pagou o bilhete. Uma possível razão para o processo mental dos jornalistas (se o houve) é um preciosismo de linguagem, assumindo que Luisão não vinha a conduzir o avião. Nessa caso, o título "Ronaldo apanha boleia" seria ainda mais apetecível para os leitores.
O tom mesquinho destes artigos não disfarça a imensa vontade de catalogar o Benfica como caloteiro ou Luisão como clandestino. Esta tendência é de profunda injustiça para uma direcção que tem feito o possível para resolver todos os diferendos legais do Benfica, herdados de direcções passadas. Esta bem-sucedida e esforçada cruzada de recredibilização merece, quanto a mim, destaque e não este tipo de linguagem sensacionalista ou de simples pequenez.
Para a posteridade, eis o reconhecimento d'O Jogo (!!), na pessoa de Vitor Rodrigues:
REGISTO
Menos um caso
O executivo liderado por Luís Filipe Vieira, no seguimento da política encetada pelo seu antecessor, Manuel Vilarinho, solucionou mais um imbróglio jurídico-desportivo, chegando a acordo com o Marítimo para a resolução do "caso Tiago", que remontava à longínqua época de 96/97. Restaurar a credibilidade e a transparência do clube foi uma das palavras de ordem da anterior e também da actual Direcção, algo que, sem dúvida, está a acontecer com a limpeza de inúmeros actos de (má) gestão desportiva de outros dirigentes.
Tal facto foi noticiado no Record de dia 13 de Novembro, em peça de Nuno Miguel Ferreira, onde se lia:
O Benfica decidiu contribuir para o aluguer de um avião de forma a transportar Luisão de regresso à Europa após o encontro da selecção brasileira, no Equador, agendado para o próximo dia 17 (quarta-feira).
A factura será dividida pelo Barcelona, Real Madrid, Olimpique de Lyon, Hertha de Berlim, Benfica e Monaco, clubes interessados em contar com os respectivos jogadores para os jogos do fim-de-semana.
Louvo a atitude do Benfica enquanto lamento que estas despesas não sejam comparticipadas igualmente pelas respectivas federações. Mas isso são contas de outro rosário.
A razão deste post prende-se com o tratamento dado por alguma imprensa a este regresso de Luisão. Vejamos.
Título do mesmo artigo do Record:
Luisão apanha boleia no avião das estrelas
A Bola:
Luisão à boleia
[...]
Luisão acaba por chegar um dia mais cedo que o habitual, uma vez que aproveitou a boleia do avião fretado pelo Real Madrid e Barcelona para trazer os seus jogadores que estiveram ao serviço da selecção canarinha, que jogou no Equador.
Nem vale a pena explicar que Luisão não viaja à boleia porque pagou o bilhete. Uma possível razão para o processo mental dos jornalistas (se o houve) é um preciosismo de linguagem, assumindo que Luisão não vinha a conduzir o avião. Nessa caso, o título "Ronaldo apanha boleia" seria ainda mais apetecível para os leitores.
O tom mesquinho destes artigos não disfarça a imensa vontade de catalogar o Benfica como caloteiro ou Luisão como clandestino. Esta tendência é de profunda injustiça para uma direcção que tem feito o possível para resolver todos os diferendos legais do Benfica, herdados de direcções passadas. Esta bem-sucedida e esforçada cruzada de recredibilização merece, quanto a mim, destaque e não este tipo de linguagem sensacionalista ou de simples pequenez.
Para a posteridade, eis o reconhecimento d'O Jogo (!!), na pessoa de Vitor Rodrigues:
REGISTO
Menos um caso
O executivo liderado por Luís Filipe Vieira, no seguimento da política encetada pelo seu antecessor, Manuel Vilarinho, solucionou mais um imbróglio jurídico-desportivo, chegando a acordo com o Marítimo para a resolução do "caso Tiago", que remontava à longínqua época de 96/97. Restaurar a credibilidade e a transparência do clube foi uma das palavras de ordem da anterior e também da actual Direcção, algo que, sem dúvida, está a acontecer com a limpeza de inúmeros actos de (má) gestão desportiva de outros dirigentes.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Breve desabafo
A "implacável" (e estou, surpreendentemente a citar "O Jogo") vitória do Benfica sobre o Vitória culmina um período de violento assédio da imprensa desportiva sobre a equipa. A este constante ataque ainda voltaremos, assim que os afazeres profissionais o permitam.
Apenas duas citações, de quem ainda não ficou convencido (ou não quer ficar) de que o Benfica está a dar luta:
Hélio Nascimento no Record
Qualidade teve o Benfica, perante o V. Setúbal, tirando partido de uma agradável coincidência: os seus principais jogadores arrancaram uma exibição de nível acima da média.
Comentador da TVI, no Benfica-Vitória, citado por FPVC no "Queridos jornalistas desportivos"
Benfica e Setúbal jogam no Estádio da Luz, o resultado está em 3-0, e diz o comentador da TVI, «3 falhas da defesa do Vitória»!...
Conseguirá um dia o Benfica ganhar o jogo por mérito próprio? E se o conseguir será apenas uma "agradável coincidência" ou fruto do trabalho diário de todo o plantel? Há gente muito muito doente...
Apenas duas citações, de quem ainda não ficou convencido (ou não quer ficar) de que o Benfica está a dar luta:
Hélio Nascimento no Record
Qualidade teve o Benfica, perante o V. Setúbal, tirando partido de uma agradável coincidência: os seus principais jogadores arrancaram uma exibição de nível acima da média.
Comentador da TVI, no Benfica-Vitória, citado por FPVC no "Queridos jornalistas desportivos"
Benfica e Setúbal jogam no Estádio da Luz, o resultado está em 3-0, e diz o comentador da TVI, «3 falhas da defesa do Vitória»!...
Conseguirá um dia o Benfica ganhar o jogo por mérito próprio? E se o conseguir será apenas uma "agradável coincidência" ou fruto do trabalho diário de todo o plantel? Há gente muito muito doente...
quinta-feira, outubro 28, 2004
Lucidez
José Manuel Delgado escreve, n'A Bola de 27/10/2004 um interessante artigo sobre o proteccionismo obsessivo das entidades reguladoras da arbitragem.
Prevaricador-pagador
Se Benquerença e auxiliares não podem ser penalizados pelo que aconteceu mas não viram, será que Mário Mendes e auxiliares podem ser penalizados pelo que viram mas não aconteceu? Os árbitros devem estar sujeitos ao princípio do prevaricador-pagador
REPITO uma ideia que me parece de elementar justiça: os árbitros da actual geração são, genericamente, bacteriologicamente mais puros que os antecessores imediatos, menos permeáveis a sugestões, mais senhores do seu nariz e feitos de uma massa mais consistente, nas várias vertentes que importam ao caso, ou seja, na preparação técnica e física, na valia académica e na abordagem clean que fazem aos jogos. Daí que, depois de anos a fio de pé atrás relativamente aos enganos dos árbitros, esteja agora razoavelmente certo de que a má fé do passado já não tem repetição e os erros que vão surgindo se fundam em algo que não tem a ver com as redes organizadas que marcaram o final da década de 80 e os princípios da década de 90 e tiveram tradução prática na irradiação de Francisco Silva e na condenação de José Guímaro.
Em plena crise da arbitragem nacional, com o Benfica justificadamente em pé de guerra e o Sporting sempre a suspeitar das intenções do sistema, julgo ser este o momento de identificar alguns erros que têm sido sistematicamente cometidos pelos responsáveis da arbitragem que, num afã doentio, alegadamente em defesa dos árbitros, mais não têm feito que contribuir para o seu descrédito. Por uma questão de actualidade, que tal puxarmos o filme atrás e debatermos os jogos do Benfica com o FC Porto e o Nacional?
No clássico, Olegário Benquerença (que considero um homem honesto e um árbitro de qualidade, merecedor das insígnias da FIFA, que ostenta) falhou em dois casos: na grande penalidade de Seitaridis, por culpa própria, e no golo de Petit, por mau desempenho do auxiliar (ao contrário do que foi escrito, o árbitro assistente tinha obrigação!!! de ver que Baía foi buscar a bola dentro da baliza, sem que para isso precisasse de estar em cima da linha de fundo). Em suma, um trabalho deficiente da equipa de arbitragem gerou um resultado desvirtuado, algo que, para o futebol, é... devastador. Ora, em vez de esta situação ser assumida, com maturidade, pela Comissão de Arbitragem da Liga, o seu presidente saiu a terreiro para defender, penosamente, o indefensável, enredando-se em argumentos ridículos que acabaram por virar-se contra a classe.
Depois, após a divulgação, pelo jornal O Jogo, da nota do árbitro, foi a vez de a APAF desatar aos tiros nos pés, histérica com a fragilização que daí podia decorrer para os seus filiados. Será que nem Luís Guilherme nem Vítor Reis percebem que, quanto mais se souber que os erros dos árbitros são penalizados (logo dessacralizados e desdramatizados), mais fácil se torna o seu dia-a-dia? Será que nem a Comissão de Arbitragem da Liga nem a APAF percebem que, de tanto quererem proteger os árbitros, estão a assassinar a sua credibilidade? Neste caso a aplicação do princípio do prevaricador-pagador é a única aceitável, a única, aliás, que pode fazer a diferença entre os árbitros que erram muito e aqueles que erram menos, a única que descansa não só os agentes do futebol mas, sobretudo, o povo do futebol, quanto à verdade que rodeia os jogos e os resultados.
No Benfica-Nacional, Mário Mendes enganou-se, ao ver o que não aconteceu, já que ninguém tocou na bola rematada por Alexandre Goulart. Pergunta à CA da Liga e à APAF: se Benquerença e auxiliares não podem ser penalizados pelo que aconteceu mas não viram, será que Mário Mendes e auxiliares podem ser penalizados pelo que viram mas não aconteceu?
Meus senhores, os árbitros são o elo mais fraco. Defendam-nos como deve ser!
Prevaricador-pagador
Se Benquerença e auxiliares não podem ser penalizados pelo que aconteceu mas não viram, será que Mário Mendes e auxiliares podem ser penalizados pelo que viram mas não aconteceu? Os árbitros devem estar sujeitos ao princípio do prevaricador-pagador
REPITO uma ideia que me parece de elementar justiça: os árbitros da actual geração são, genericamente, bacteriologicamente mais puros que os antecessores imediatos, menos permeáveis a sugestões, mais senhores do seu nariz e feitos de uma massa mais consistente, nas várias vertentes que importam ao caso, ou seja, na preparação técnica e física, na valia académica e na abordagem clean que fazem aos jogos. Daí que, depois de anos a fio de pé atrás relativamente aos enganos dos árbitros, esteja agora razoavelmente certo de que a má fé do passado já não tem repetição e os erros que vão surgindo se fundam em algo que não tem a ver com as redes organizadas que marcaram o final da década de 80 e os princípios da década de 90 e tiveram tradução prática na irradiação de Francisco Silva e na condenação de José Guímaro.
Em plena crise da arbitragem nacional, com o Benfica justificadamente em pé de guerra e o Sporting sempre a suspeitar das intenções do sistema, julgo ser este o momento de identificar alguns erros que têm sido sistematicamente cometidos pelos responsáveis da arbitragem que, num afã doentio, alegadamente em defesa dos árbitros, mais não têm feito que contribuir para o seu descrédito. Por uma questão de actualidade, que tal puxarmos o filme atrás e debatermos os jogos do Benfica com o FC Porto e o Nacional?
No clássico, Olegário Benquerença (que considero um homem honesto e um árbitro de qualidade, merecedor das insígnias da FIFA, que ostenta) falhou em dois casos: na grande penalidade de Seitaridis, por culpa própria, e no golo de Petit, por mau desempenho do auxiliar (ao contrário do que foi escrito, o árbitro assistente tinha obrigação!!! de ver que Baía foi buscar a bola dentro da baliza, sem que para isso precisasse de estar em cima da linha de fundo). Em suma, um trabalho deficiente da equipa de arbitragem gerou um resultado desvirtuado, algo que, para o futebol, é... devastador. Ora, em vez de esta situação ser assumida, com maturidade, pela Comissão de Arbitragem da Liga, o seu presidente saiu a terreiro para defender, penosamente, o indefensável, enredando-se em argumentos ridículos que acabaram por virar-se contra a classe.
Depois, após a divulgação, pelo jornal O Jogo, da nota do árbitro, foi a vez de a APAF desatar aos tiros nos pés, histérica com a fragilização que daí podia decorrer para os seus filiados. Será que nem Luís Guilherme nem Vítor Reis percebem que, quanto mais se souber que os erros dos árbitros são penalizados (logo dessacralizados e desdramatizados), mais fácil se torna o seu dia-a-dia? Será que nem a Comissão de Arbitragem da Liga nem a APAF percebem que, de tanto quererem proteger os árbitros, estão a assassinar a sua credibilidade? Neste caso a aplicação do princípio do prevaricador-pagador é a única aceitável, a única, aliás, que pode fazer a diferença entre os árbitros que erram muito e aqueles que erram menos, a única que descansa não só os agentes do futebol mas, sobretudo, o povo do futebol, quanto à verdade que rodeia os jogos e os resultados.
No Benfica-Nacional, Mário Mendes enganou-se, ao ver o que não aconteceu, já que ninguém tocou na bola rematada por Alexandre Goulart. Pergunta à CA da Liga e à APAF: se Benquerença e auxiliares não podem ser penalizados pelo que aconteceu mas não viram, será que Mário Mendes e auxiliares podem ser penalizados pelo que viram mas não aconteceu?
Meus senhores, os árbitros são o elo mais fraco. Defendam-nos como deve ser!
quarta-feira, outubro 20, 2004
Ou há moralidade ou comem todos (parte 2)
No dia 17 de Setembro, rebatemos aqui no Anti-anti-Benfica, um artigo do editor d'O Jogo, sobre a alegada imoralidade do Benfica poder vir a ganhar o campeonato graças a uma diferença pontual que resultava directamente dos pontos conquistados frente ao Estoril Praia.
Alegava o senhor, que isso não cheirava bem, uma vez que toda a gente sabe a posição que o José Veiga tem nas SAD Estorilista.
Depois do que assistimos no último fim de semana, gostava de saber qual a opinião do mesmo senhor, sobre o facto do FCP poder vir a conquistar o campeonato, graças à não validação de um golo limpo e que de facto existiu?
É que ao contrário dos fantasmas que o Sr. Manuel Tavares começava a vislumbrar, este golo existiu e só não contou devido à desonestidade das criaturas de preto que deviam ter arbitrado o encontro em vez de o ter influenciado...
Alegava o senhor, que isso não cheirava bem, uma vez que toda a gente sabe a posição que o José Veiga tem nas SAD Estorilista.
Depois do que assistimos no último fim de semana, gostava de saber qual a opinião do mesmo senhor, sobre o facto do FCP poder vir a conquistar o campeonato, graças à não validação de um golo limpo e que de facto existiu?
É que ao contrário dos fantasmas que o Sr. Manuel Tavares começava a vislumbrar, este golo existiu e só não contou devido à desonestidade das criaturas de preto que deviam ter arbitrado o encontro em vez de o ter influenciado...
Vamos lá falar em saber receber...
Durante as duas semanas que antecederam o Benfica-Porto do dia 17 de Outubro, não foram poucas as vezes que me assolou a recordação de um tal guarda Abel. Para quem não se lembra, esta figura sinistra ligada ao FCP e, mais concretamente, ao seu inenarrável presidente, tornou-se célebre pelas práticas de intimidação que foi espalhando pelos diferentes estádios do país, sempre que acompanhava a equipa.
É enorme a hipocrisía nas declarações de alguns responsáveis portistas sobre o receber bem e dentro das regras. Rezam as crónicas da altura (1990/1991) que tanto o Benfica como o Sporting foram recebidos com ameaças de morte e gases tóxicos no balneários das Antas, tendo as equipas visitantes de se equipar nos corredores de acesso ao relvado. Se isto é o conceito de bem receber, de acordo com as gentes do FCP, alegremente me felicito pelo facto do Benfica não entrar em jogadas do género.
Isto tudo para trazer à baila um excelente artigo do Correio da Manhã, sobre o ressurgimento da sinistra figura do guarda Abel. Quem esteve atento à transmição televisiva, certamente não terá deixado de reparar que durante o tempo de antena a que Carolina Salgado teve direito, foi constante a presença de um careca de meia idade, com bigode, que parecia tudo menos um Superescarreta.
Sou forçado a conlcuir que afinal, em cerca e 15 anoas, as coisas não mudaram muito. Também nessa altura muitos inquéritos foram metidos dentro de gavetas sem fundo, prevalecendo sempre a lei dos foras-da-lei. Este é o estado marginal do futebol português, decidido, quem sabe (a opinião é minha!), em muitos bares de alterne, em noitadas de definição de estratégias bem regadas a champagne.
Passem pelo artigo do Correio da Manhã. Mesmo depois de tanto tempo, há coisas que permanecem muito actuais. Para vos aguçar a curiosidade, deixo-vos uma pequena passagem:
Elucidativo, não acham?
É enorme a hipocrisía nas declarações de alguns responsáveis portistas sobre o receber bem e dentro das regras. Rezam as crónicas da altura (1990/1991) que tanto o Benfica como o Sporting foram recebidos com ameaças de morte e gases tóxicos no balneários das Antas, tendo as equipas visitantes de se equipar nos corredores de acesso ao relvado. Se isto é o conceito de bem receber, de acordo com as gentes do FCP, alegremente me felicito pelo facto do Benfica não entrar em jogadas do género.
Isto tudo para trazer à baila um excelente artigo do Correio da Manhã, sobre o ressurgimento da sinistra figura do guarda Abel. Quem esteve atento à transmição televisiva, certamente não terá deixado de reparar que durante o tempo de antena a que Carolina Salgado teve direito, foi constante a presença de um careca de meia idade, com bigode, que parecia tudo menos um Superescarreta.
Sou forçado a conlcuir que afinal, em cerca e 15 anoas, as coisas não mudaram muito. Também nessa altura muitos inquéritos foram metidos dentro de gavetas sem fundo, prevalecendo sempre a lei dos foras-da-lei. Este é o estado marginal do futebol português, decidido, quem sabe (a opinião é minha!), em muitos bares de alterne, em noitadas de definição de estratégias bem regadas a champagne.
Passem pelo artigo do Correio da Manhã. Mesmo depois de tanto tempo, há coisas que permanecem muito actuais. Para vos aguçar a curiosidade, deixo-vos uma pequena passagem:
"Houve um repórter fotográfico que fotografou a nossa equipa a vestir-se num corredor, porque puseram um produto tóxico no balneário. Quando de lá saiu, foi agredido e roubaram-lhe a máquina. Mas nós tinhamos-lhe pedido o rolo e por isso houve fotos do sucedido no dia seguinte"
Elucidativo, não acham?
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