domingo, janeiro 16, 2005

O número 3

O título deste post surge de duas situações evidentes:

- Terceiro jogo nas últimas 4 jornadas sem ganhar para o FCP, depois do empate ontem na Académica. Pouco para o campeão europeu e orçamental da Superliga, mas parece que só o Benfica é notícia.

- Terceira agressão de McCarthy (depois de Beto, na época passada, e do jogo com o Boavista, esta época). Se Manuel Fernandes teve 2 jogos de castigo por passar uma rasteira a um adversário, uma agressão, ainda por cima reincidente, tem que ter pena máxima!

Já agora... O número 33 é o número de Raúl Meireles, mais um com guia de marcha no FCP. Depois de ter sido rotulado como craque promissor, é agora dispensado. Claro que, como diz o Record e cita FPVC no "Queridos jornalistas desportivos", só o Bruno Aguiar nunca terá dimensão para o Benfica. Mais uma má contratação do Benfica, portanto.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

A hora da despedida

O Benfica representou muito para mim. É um clube fantástico, tem um poder impressionante em termos de massa associativa e nem sei se existe algum semelhante. Em termos individuais também admito que gostaria de ter feito muito melhor do que aquilo que fiz, porque esperava ter dado bem mais. Reconheço isso e não me vou desculpar com nada. Em termos colectivos, contribui para a conquista de uma Taça, mas esperava ter ganho muito mais. Mas é um orgulho ter representado mais de 6 milhões de pessoas.
Zlatko Zahovic, 2005-01-14, O Jogo

As palavras de despedida de Zahovic contrastam com o clima de guerrilha interna desvendado pelo levantar do véu azul-e-branco nas saídas de Derlei (lembram-se do Ninja? Melhor jogador do FCP em 2002/2003, homem do jogo na final da taça UEFA, recuperou milagrosamente de uma operação em 2003/2004 e acabou a época em grande), Carlos Alberto (jogador de enorme potencial e mercado, marcou o 1º golo na final da Liga dos Campeões e tem Mourinho e os Blues à perna) e Maciel (contratação de inverno que colmatou, e bem, o erro - mais um! - na contratação de Sérgio Conceição).

Os brasileiros saiem a queixar-se do treinador e da xenofobia e fazem-me pensar na enorme tensão daquele balneário. Aliás, já Luís Fabiano o havia confessado a uma rádio brasileira e depois tentou dizer que não disse, quando confrontado pela exposição do MaisFutebol (só este caso dava um post pelo ridículo das declarações, pelos desmentidos do FCP e do jogador e pela divulgação do audio da entrevista!). Julgo que António Varela, no Record, captura bem a essência da questão:

Carlos Alberto é o segundo jogador do FC Porto (neste caso ex-jogador) a dizer que no clube não gostam de brasileiros. Mas, ao contrário de Luís Fabiano, genérico nas acusações, Carlos Alberto é muito específico: xenófobo é o treinador, o espanhol Fernández. Parece-me um exagero.

A cultura do FCPorto foi sempre marcada por um universalismo que não impediu os dirigentes de contratarem jogadores e treinadores das mais variadas nacionalidades, desde que fossem bons. Basta atentar nos últimos 20 anos: Ivic, Robson, Madjer, Celso, Geraldão, Branco, Juary, Jardel, etc., etc. E também Carlos Alberto e Luís Fabiano.

O problema é outro. Não é cultural, mas de gestão. Há, neste momento, um claro desnorte em matéria de contratações, e onde havia selectividade existem agora recursos desperdiçados. O treinador, modelar no discurso, está longe de revelar tiques xenófobos. Não sabe é o que há-de fazer aos jogadores comprados por atacado


Mas pelo que leio, é este clube que tem a boa gestão e as grandes contratações e um presidente que nunca se engana! Os 2 pontos de vantagem para o Benfica e o ponto de atraso para o Sporting não são, certamente, o resultado esperado para quem tem o orçamento que tem. Mas, como em tudo na vida, há os bons e há os maus... Para a posteridade, na hora da despedida do FCP, a verdade sobre os excomungados nas declarações do presidente do FCP na capa d'O Jogo de 22 de Dezembro de 2004: "Não sai ninguém importante!"

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Bota-abaixo

Que os meus amigos sportinguistas me lancem uma piadinha sobre o jogo do último sábado, é normal. É assim a tradicional rivalidade saudável entre os 2 únicos clubes portugueses de expressão verdadeiramente nacional. Isto não quer dizer que qualquer "cromo" possa fazer piadinhas, comentários ou trocadilhos sobre o Benfica ou sobre o seu treinador ou jogadores.

Luís Campos reagiu de forma triste à pergunta sobre a possível de contratação de Beto pelo Benfica. Eis a notícia do MaisFutebol:
(...)
O treinador não desmentiu que estaria interessado em Bruno Aguiar e Carlitos, nomes que foram ventilados na perspectiva de o negócio se concretizar. «Quero jogadores que conheçam o futebol português e já adaptados. Depois temos de contratar portugueses, pois já temos excesso de estrangeiros. O Bruno Aguiar e o Carlitos são excelentes jogadores, mas o Jorge Silva e o Ali [contratados ontem] também são».
Mas Beto pode ir para o Benfica? Nova insistência para uma resposta curiosa de Luís Campos: «Até brinquei com ele antes do jogo. Não tens o Trapattoni, mas o Trapalhoni e tens que me ouvir». Sorrisos, claro. «É um jogador com qualidade», confessou antes de dar uma bicada: «Todos os bons jogadores interessam, até o Roger...»

(...)

Percebo a intenção de Luís Campos. Auto-flagelar-se é a única coisa para fazer para um treinador tão triste que desceu 2 equipas da Superliga num só ano (Vitória de Setúbal e Varzim em 2002/2003) e, este ano, conseguiu deixar o Gil Vicente no(s) último(s) lugar à data do seu (mais um) despedimento e assistir do sofá à recuperação do clube de Barcelos até ao seu actual 10º, sendo o 1º dos últimos, no momento. O cognome de trapalhão fica-lhe bem, mas incompetente, irresponsável ou palhaço talvez servissem melhor. Também já o ouvi chamar de "Bota-Abaixo" pela tendência de descida das suas equipas.

O treinador do Benfica tem um nome que dá para o trocadilho, é verdade. Mas Luís Campos devia ter vergonha do que diz e faz dentro do campo, para não se atrever a abrir a boca fora dele. Era só o que faltava!

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Duarte "Ladrão" Gomes

Não temos memória curta.

O CANALHA do Duarte Gomes foi o maior ladrão que já passou pela Luz (sim, inclui o Olegário...). Não se me apaga da memória o penalty do Jardel quando havia 2-0 no marcador e o Benfica ia passar para a frente do campeonato.

Aquele penalty, oferecido por um árbitro sem carácter, de quem eu me envergonharia de ser filho, revela tudo sobre quem é arrogante e usurpador.

O favor foi pago, entre outras coisas que não se sabem, com a honra de inaugurar o Estádio Alvalade XXI. Também Martins dos Santos, o árbitro que o Arguido da Costa pediu para um célebre jogo da taça de Portugal, foi presenteado com a inauguração do Estádio do Dragão.

Favores com favores se pagam. Sempre assim foi...Quero ver quais são os que este verme irá pagar no próximo jogo.

Infelizmente, o Benfica já entra no derby a perder, mas não é por isso que deixaremos de triunfar.

Deus é grande e o sol quando nasce é para todos os Benfiquistas. Ou não estivesse escrito "Poderás calcar aos pés o leão e o dragão"!

sábado, janeiro 01, 2005

Limpeza Expresso

Quando o anti-benfiquismo se cinge aos jornais desportivos, já não me causa qualquer estranheza. É normal que estes jornais, que vivem do desporto, capitalizem a imagem do clube mais popular do país, ainda que seja criticável e censurável a sua má fe e, sobretudo, a sua tendência para a meia-verdade ou mesmo a mentira. Aí, o jornal e o jornalista não cumprem a sua missão de informar, mas de contra-informar, servindo propósitos que, por vezes, não são claros.

O pior é quando o anti-benfiquismo atinge jornais de referência e generalistas. Gostava de falar das espantosas análises aos jogos do Benfica que vou lendo quando folheio o Público, mas não será ainda desta vez.

A semana passada, o Expresso lançava o alarme nas hostes benfiquistas:

Jorge Andrade regressa ao FC Porto
24 Dezembro 2004
O DEFESA Jorge Andrade vai regressar ao FC Porto por troca com Pepe que ruma para a Corunha. Entretanto, o FC Porto já terá garantido, para o fim da época, Ricardo Rocha, central do Benfica. Em Janeiro, quer vender Carlos Alberto e contratar, no mercado europeu, um armador de jogo.

Em primeiro lugar, trocar por Pepe por Jorge Andrade seria como comprar gato por lebre. Aliás, impingir Pepe a algum clube seria uma habilidade negocial só ao alcance dos lacaios da Torre das Antas, vendedores habilidosos de talentos tantas vezes incompreendidos. Mas a notícia alarmante era a possibilidade de Ricardo Rocha rumar ao FCP, assumindo eu que seria a custo zero, uma vez que não acredito que o Benfica aceitasse qualquer negócio do género. No entanto, ao abrir a edição desta semana do Expresso, dou com a seguinte notícia:

Benfica reforçado
31 Dezembro 2004
TRÊS novos futebolistas vão ser apresentados na Luz durante a próxima semana, nomeadamente «um médio, um ponta-de-lança e um avançado versátil e todos oriundos de campeonatos estrangeiros», garantiu ao EXPRESSO uma fonte do clube. Afastada está a hipótese de Ricardo Rocha abandonar o Benfica já que, segundo a mesma fonte, o defesa central tem contrato até 2008.

Nem quis acreditar. Na edição seguinte! A irresponsabilidade/falta de profissionalismo/má fé do jornal não tem qualquer desculpa. Só fica por esclarecer a motivação de tamanha asneira. Não sei de que cor será, mas sei que o Director-Adjunto do Expresso, José António Lima, também é colunista n'A Bola. num espaço a que chama de "Canto Directo", numa alusão a um canto decisivo de uma final da Taça das Taças em 1968, marcado por Morais.

Tendo em conta a próxima jornada, é curioso, não?

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Não se Liga ao futebol! (II acto)

Ainda a propósito do que falámos no anterior post, Luís Sobral escreve novo comentário endereçado à Liga e que aqui reproduzimos:

Liga: apenas mais um exemplo ridículo

Nuno Gomes e o Benfica vão ter pagar a mais elevada multa desta época, 3200 euros, por o avançado ter faltado à «flash interview», no final do Benfica-F.C. Porto.
À primeira vista até nem parece muito, para quem comete aquilo que o regulamento da Liga designa por falta grave. Mas quando percebemos que é a multa mais cara até agora começamos a desconfiar.


Uma pequena pesquisa causa espanto.

Um caso grave como o que sucedeu em Guimarães (Vitória-Sporting, cadeiras arremessadas em direcção ao árbitro) custou aos minhotos 1500 euros.

A agressão em Penafiel, também num jogo com o Vitória de Guimarães, custou 2000 euros. A tentativa de agressão, uns minutos antes, valeu 1500 euros.

As palavras de José Veiga sobre Olegário Benquerença, outro exemplo (no final do Benfica-F.C. Porto), custaram-lhe 1500 euros e um mês de suspensão (já agora, suspenso de quê se não tomou posse como administrador da SAD?).

Ou seja, tudo isto (e são apenas alguns exemplos sem recurso à violência entre jogadores, no jogo, ou a declarações de treinadores no final dos mesmos) é menos grave do que faltar a uma flash interview. Pelo menos para a Comissão Disciplinar da Liga.

Desculpem lá, se isto não é ridículo, mandem por favor a vossa sugestão.

Mais nada!

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Não se Liga ao futebol!

No seu Bilhete, no MaisFutebol, Luís Sobral fala de uma certa passividade, lentidão e mão branda da Comissão Disciplinar da Liga, em casos recentes:


Comissão Disciplinar: atirar baldes a árbitros sai barato
[ 2004/12/15 | 12:43 ] Luís Sobral

A Superliga está em roda livre.

O presidente da Liga encontra-se impedido de exercer funções, no âmbito de um processo de corrupção desportiva.

A Liga está desde Abril com um presidente interino, o director executivo Cunha Leal, naturalmente sem a força que deveria ter.

O presidente do F.C. Porto é arguido no processo «Apito dourado».

O presidente do Sporting diz que a investigação judicial em curso é coisa pouca e abre uma nova frente, o dinheiro sujo das transferências.

O presidente do Benfica acusa toda a gente de cobardia, mas à excepção de um «DVD voador» e da mais triste conferência de imprensa do futebol português recente, desconhece-se qualquer ideia construtiva.

Há árbitros e auxiliares impedidos de exercer a sua actividade, também arguidos no processo de corrupção desportiva.

No meio de tudo isto, exigia-se que pelo menos a Comissão Disciplinar da Liga desse alguns sinais de empenho e procurasse ser exemplar.

No entanto, é exactamente o contrário que se verifica.

Esta terça-feira ficámos a saber que finalmente, dois meses depois (!), haverá um inquérito ao caso dos bilhetes no Benfica-F.C. Porto. Recorde-se que esse tema valeu uma semana de tensão e contribuiu para instalar um clima de guerra no jogo mais importante da Superliga até ao momento.

A mesma CD decidiu punir com 3500 euros o Penafiel e abrir um inquérito ao presidente do clube, António Oliveira.

A multa até parece elevada, mas se virmos as imagens percebemos que é profundamente inadequada ao que de facto se passou. Um auxiliar foi alvejado com uma garrafa e um balde. O jogo esteve interrompido dez minutos.

Na prática, é como se nada se tivesse passado. O clube pagará a multa e na próxima jornada lá estarão os mesmos adeptos, incapazes de um comportamento cívico e desportivo, a tentar pressionar a equipa de arbitragem. Recorrendo para isso a todos os meios.

Resta apenas uma dúvida: se da próxima vez o balde acertar na cabeça do árbitro qual será a multa? Aposto em 4500 euros...


Em primeiro lugar, tenho estranhado que estas pequenas crónicas de Luís Sobral apareceçam cada vez mais escondidas no site. Nem a uma referência na página inicial têm direito, o que é, no mínimo, bizarro, sendo Luís Sobral o director da publicação.

Voltando ao essencial, este reparo à Comissão Disciplinar só peca por tardio. Desde que o futebol profissional passou a ser tutelado e organizado pela Liga de Clubes que se tem assistido a decisões perfeitamente bizarras, de ambas as Comissões (Disciplinar e Arbitral). Castigos que já não são castigos, processos arquivados com provas mais do que evidentes, jogadores castigados 2 meses depois da infracção em véspera de jogo importante (sim, estou a falar de Jardel num Sporting-Benfica) são apenas as asneiras mais sonantes.

Mas, quanto a mim, o que mais me choca é a incapacidade da Liga exercer a disciplina sem contemplações, protegendo sobretudo o espectador e o intérprete do futebol espectáculo. Vejamos:

Manuel Fernandes rasteirou um adversário por trás, sem bola. É expulso e castigado com 2 jogos. Benny McCarthy deu 2 socos a um adversário. É expulso e castigado com 2 jogos. Qual é a diferença entre estes 2 lances para lá da cor da camisola? Será difícil perceber quem deveria ter tido um castigo de 5 ou 6 jogos? Este tipo de atitudes pedagógicas só iriam proteger o nosso já débil futebol, afastando cada vez mais os jogadores violentos e sarrafeiros. Há falta de coragem.

António Oliveira é presidente do Penafiel e agora dono de 10% da SAD do FCP. Em primeiro lugar, ainda não ouvi ninguém d'O Jogo a referir que esta situação é imoral, como ouvi acerca de José Veiga e referi aqui no blog. Atira baldes e garrafas ao árbitro, incita à violência, é multado em 3500 euros. Até o pobre Avelino Ferreira Torres já deve estar a pensar comprar acções do FCP para que o Marco não seja castigado na sua próxima explosão. Aparentemente, o investimento em títulos compensa, mesmo quando a economia aperta! Melhor: Miguel e Nuno Gomes aparecem no balneário do Benfica-Estoril, sem estarem sequer na ficha de jogo, e são alvo de processos disciplinares da Liga, graças ao inefável Delegado que não perdeu tempo a anotar as gravíssimas infracções dos cidadãos (porque naquele jogo não eram jogadores)! Se eu lá estivesse, também seria?

Luís Fabiano foi inscrito já com o campeonato a decorrer. O FCP adiou o seu jogo com o U.Leiria, que deveria ter sido disputado ainda sem Luís Fabiano. Claro que a Liga baralhou todos os regulamentos e voltou a dar, perdendo-se em precisosismos da linguagem dos regulamentos para explicar o inexplicável e abrir este espantoso precedente. Mais uma vez, falta de coragem.

Jorge Costa, em Guimarães, atropelou o fiscal de linha (e não me digam que foi sem querer!). Ninguém falou, ninguém viu, ninguém se queixou. Na Premier League, tocar no árbitro dá castigo, quanto mais intimidá-lo e agredi-lo fisicamente. Falta de coragem.

O Sporting acaba de antecipar o seu jogo para a Taça de Portugal para limpar o cartão de Liedson. Embora os pobres regulamentos o permitam (se calhar mais pelo seu vazio do que pelo texto propriamente dito), isto é incrivelmente promíscuo, anti-desportivo e vergonhoso. A Liga não se pronunciou, a Federação também não. É tempo de acabar com a troca de castigos entre provas. Ou então, punir de forma mais severa um jogador que tenta ser admoestado.

O Benfica vai ser alvo de processo disciplinar por causa dos bilhetes do Benfica-FCP. Era assumido pela Direcção que tal ia acontecer. Mas continuo a não ver regulamentação no sentido de baixar os preços dos bilhetes para mpedir que se paguem mais de 50 euros por um jogo num campo sem condições, entre uma equipa que só defende e outra que tenta fazer pela vida. Isto acontece em todos os jogos fora do Benfica. Também não há Liga para isto.

Quanto a adeptos, já nem vale a pena falar. Onde há azul e branco, há confusão. Na Luz, em Alvalade, em Guimarães, no Bessa, em qualquer lado. E se não fosse A Bola pouco saberíamos das perseguições automobilísticas que os Super-Escarretas fazem à sua equipa quando há derrotas. E nem quero começar a pensar nas facadas em Alvalade ou nas pilhagens das Auto-Estradas. Ou serão só os desordeiros da Luz que atiram pedras?

O futebol profissional é uma realidade. A regulamentação, gestão e organização profissional são uma miragem. E quem é que ganha com isso?

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Tiradas à Arguido da Costa

Utilizando a linha de raciocínio do arguido mais asqueroso do país, gostava de colocar o seguinte comentário:
O F.C. Porto, nos últimos dois jogos da superliga (Moreirense em casa e Marítimo fora), não marcou nenhum golo. No entanto, ganhou um e empatou outro.

PS: Sobre o Benfica vs Rio-Ave, o arguido asqueroso comentou: "Marcaram dois golos e empataram 3-3"
O invejoso já teve o seu quinhão. E não vai ficar por aqui...

Contrastes

Apetecia-me escrever sobre o Marítimo-Porto, sobre o exemplo quase académico de um fora-de-jogo providenciado pelo "Ainda-não-vi-nada-de-Fabuloso" Luís Fabiano e sobre o tradicional (mais do que o bacalhau na ceia de Natal) assobio para o lado da imprensa desportiva.

FPVC já o fez por mim no Queridos Jornalistas Desportivos, por isso limito-me a citá-lo, ao referir os comentários do hilariante Joaquim Rita:
Marítimo-FCP, 22/12/2004
Sobre o lance do ESCANDALOSO fora de jogo que deu o golo do FCP: «Foi realmente um pequeno deslize do árbitro assistente»...

Benfica-Estoril, 06/12/2004
Sobre o resultado do jogo, que envolveu um lance que deu o 1º penálti ao Benfica na SuperLiga de 2004/2005: «Um resultado falseado pelo lance de karadas»...

Marítimo-FCP, 22/12/2004
Sobre o paupérrimo jogo do FCP durante toda a 2ª parte (com a excepção dos últimos 10 minutos de jogo, os 5 regulamentares e os 5 suplementares...), Joaquim assinala, «vimos claramente que alguns jogadores do Porto atravessam uma fase de menor esplendor»...

Benfica-Estoril, 06/12/2004
Sobre o nível do jogo do Benfica perante o Estoril, «Neste Benfica, a corda esticou ao limite»..., ou seja "não dá mais que isto"... Isto dito sem o mais pequeno descaramento, sobre uma equipa que tinha acabado de ganhar o jogo, com dois terços da equipa lesionada, com 10 jogadores, fazendo o mesmo tipo de jogo (de contenção), com que o FCP na jornada anterior tinha "segurado" a (o) vitória em Setúbal, também com 10 elementos... Em Setúbal, imagino que Joaquim teria dito qualquer coisa do género, "esteve em campo uma equipa personalizada e muito experiente"...


Certíssimo, como sempre, caro FPVC!