Sobre o Apito Dourado, diz o JN (o tal jornal que continua a não esconder nada):
Escutas comprometem F. C. Porto e Boavista
Conversas entre António Araújo e Pinto da Costa sobre oferta de prostitutas a Jacinto Paixão e auxiliares João Loureiro e Júlio Mouco terão escolhido árbitro para jogo no Bessa
As escutas telefónicas que estão anexas ao processo "Apito Dourado" e que, na passada terça-feira, seguiram para o Tribunal de Gondomar não envolvem só o Gondomar Sport Clube, mas comprometem também emblemas da SuperLiga. Designadamente, o Boavista e o F.C.Porto, havendo suspeitas, validadas pela juíza que procedeu aos primeiros interrogatórios judiciais, de que Pinto da Costa e João Loureiro terão tentado alterar a verdade desportiva da competição.
Segundo o JN soube, dois dos jogos em causa, ambos da época passada, têm um denominador comum o árbitro Jacinto Paixão, de Évora, que apitou os jogos F. C. Porto-Estrela da Amadora e o Boavista-Estrela da Amadora (ver textos em baixo).
As escutas telefónicas, a que se juntaram as vigilâncias e as perícias feitas pelos "especialistas"(os ex-árbitros Vítor Pereira, Jorge Coroado e Adelino Antunes) a quem a PJ recorreu, foram consideradas muito comprometedoras pela magistrada, que entendeu serem fortes os indícios de corrupção. Os arguidos tiveram obviamente um entendimento diferente - reconheceram as conversas, porém negaram a prática de crimes - mas só agora, quando o processo for aberto, poderão ter acesso ao teor da totalidade das escutas, para poderem explicar o contexto em que determinadas frases terão sido ditas.
O jogo do F. C. Porto estava marcado para as 19 horas. Ao meio dia, a PJ gravou uma conversa entre Jacinto Paixão e António Araújo, empresário de futebol próximo do F. C. Porto. O primeiro pedia que nessa noite lhe fosse assegurado o serviço de "prostitutas". Dois minutos depois, constata a juíza, Araújo falou telefonicamente com Pinto da Costa e deu-lhe conta do pedido. "Ligaram-me a pedir fruta para logo à noite. Posso levar a fruta à vontade?". Segundo o registo considerado, Pinto da Costa terá respondido que sim, depois de algumas dificuldades de entendimento sobre o significado da palavra fruta. O que obrigou Araújo a explicar que se tratava de uma fruta que "servia para dormir".
As escutas seguintes voltam a envolver Pinto da Costa e Araújo. E ainda segundo a juíza indicaram que foi o F. C. Porto a pagar o serviço de prostitutas. A conversa volta, no entanto, a não ser clara "Só estou a dar conhecimento ao presidente.... é que eu estou sempre a dispor", disse Araújo.
As autoridades possuem também uma relação completa das chamadas feitas entre o árbitro e o empresário e este e o presidente do F. C. Porto. Que foram várias e às vezes com apenas minutos de diferença.
As prostitutas confirmaram ter estado nessa noite com o árbitro e os respectivos auxiliares, tendo reconhecido António Araújo, Jacinto Paixão e Manuel Quadrado através de fotografias que lhes foram apresentadas em tribunal. Todas já foram ouvidas para "memória futura" e os seus depoimentos têm valor em tribunal.
Loureiro combina árbitro
O segundo jogo envolvendo Jacinto Paixão foi no estádio do Bessa, também no Porto. As escutas feitas pela PJ dão conta de que João Loureiro, presidente do clube, terá combinado com Júlio Mouco - o vogal da Comissão de Arbitragem da Liga que esta semana pediu a suspensão do mandato - quem eram os auxiliares. Acredita ainda a juíza, com base nas provas reunidas pela PJ, que João Loureiro combinou depois com o observador Pinto Correia que seria aquele que deveria pressionar o árbitro para que o Boavista fosse beneficiado.
O resultado não foi o melhor. O Boavista perdeu esse jogo, o que no entanto não terá feito a juíza deixar de acreditar nos indícios de corrupção. Isto porque, no dia a seguir ao jogo, foi registada uma conversa telefónica envolvendo Valentim Loureiro e Jacinto Paixão, na qual o árbitro terá explicado que "não podia fazer mais". Valentim Loureiro reconheceu-o "Foi um azar. Os gajos cada vez que foram lá acima deram um goleco". Mas o mais grave parece ser a promessa feita, em seguida, por Valentim, em que deixa entender que o árbitro foi bem classificado e terá boa nota no final da época.
Jacinto Paixão negou em tribunal qualquer tentativa de corrupção. Embora reconhecesse ter uma boa relação com Valentim Loureiro, garantiu que, inclusivamente, desceu de categoria nesse ano . Além disso, o árbitro assumiu ter estado com as prostitutas, desconhecendo quem pagou e negando qualquer favorecimento ao F. C. Porto.
O JN tentou ouvir os outros envolvidos. Pinto da Costa e João Loureiro não quiseram prestar esclarecimentos, alegando estar o processo em segredo de justiça. Valentim Loureiro esteve sempre incontactável.
sexta-feira, abril 08, 2005
Ainda sobre Rui Costa
Todos os benfiquistas estão orgulhosos da carreira do Rui Costa, o expoente máximo das nossas escolas desde o Chalana. Desde então, e após sucessivas devastações que só agora parecem estar a ser recuperadas, as camadas jovens do Benfica não têm feito muito mais do que um Maniche (ainda por cima mal aproveitado), um Hugo Leal (sem palavras) ou um Edgar. A tendência parece, neste momento, inverter-se com o fenómeno Manuel Fernandes (que A Bola tenta a todo custo alcunhar de Manelelé, já agora!), mas também com jogadores trabalhadores como é o João Pereira.
Eu não tenho nada contra o Rui Costa, mas nunca achei que ele fosse o Messias que tanta gente apregoa. Aliás, a história do regresso ao Benfica já cheira mal, como tudo o que é em excesso. Se não me engano, a novela começou com a 1ª eleição a que João Vale e Azevedo se candidatou. O candidato tinha parcerias com tudo o que era multi-nacional e claro, acordo com o Rui Costa, que estava felicíssimo de cumprir o que sempre disse que era o seu desejo: voltar ao Benfica.
A novela prosseguiu com Vale e Azevedo, novamente, com Vilarinho e até com Luís Filipe Vieira. Quantas destes episódios foram fruto da criatividade editorial do Record, não sei. O que sei é que se passaram vezes demais e em todas há um denominador comum: um Rui Costa, cheio de vontade.
Foi, pois, com grande surpresa que vi a notícia de que o Rui Costa iria renovar pelo Milan até 2007, admitindo ele mesmo que iria acabar a carreira por terras transalpinas. Eu compreendo-o. O Milan paga-lhe mais num mês do que o Benfica lhe pode pagar num ano, a carreira de jogador é curta, ele tem que pensar no futuro. Está tudo certo! Mas porque raio é que andou a alimentar estas especulações e a encher a cabeça dos nossos adeptos com declarações de amor eterno?
É, sobretudo, esta a crítica que tenho que fazer ao Rui Costa. Não por não querer voltar ao Benfica, mas sim por não ter tido a coragem e a frontalidade de explicar as pessoas como é que a indústria futebolística funciona. O Figo não enganou ninguém, no Sporting. Apetece-me também dizer que esta notícia sai à rua num momento delicado do Benfica, onde a estabilidade é essencial. Onde "os novos heróis", como lhes chamou o presidente, precisam de uma massa associativa que acredite neles, em vez de num qualquer D.Sebastião.
Tenho pena de ter escrito este post, mas como benfiquista que é, o Rui Costa podia ter gerido a situação muito melhor.
Eu não tenho nada contra o Rui Costa, mas nunca achei que ele fosse o Messias que tanta gente apregoa. Aliás, a história do regresso ao Benfica já cheira mal, como tudo o que é em excesso. Se não me engano, a novela começou com a 1ª eleição a que João Vale e Azevedo se candidatou. O candidato tinha parcerias com tudo o que era multi-nacional e claro, acordo com o Rui Costa, que estava felicíssimo de cumprir o que sempre disse que era o seu desejo: voltar ao Benfica.
A novela prosseguiu com Vale e Azevedo, novamente, com Vilarinho e até com Luís Filipe Vieira. Quantas destes episódios foram fruto da criatividade editorial do Record, não sei. O que sei é que se passaram vezes demais e em todas há um denominador comum: um Rui Costa, cheio de vontade.
Foi, pois, com grande surpresa que vi a notícia de que o Rui Costa iria renovar pelo Milan até 2007, admitindo ele mesmo que iria acabar a carreira por terras transalpinas. Eu compreendo-o. O Milan paga-lhe mais num mês do que o Benfica lhe pode pagar num ano, a carreira de jogador é curta, ele tem que pensar no futuro. Está tudo certo! Mas porque raio é que andou a alimentar estas especulações e a encher a cabeça dos nossos adeptos com declarações de amor eterno?
É, sobretudo, esta a crítica que tenho que fazer ao Rui Costa. Não por não querer voltar ao Benfica, mas sim por não ter tido a coragem e a frontalidade de explicar as pessoas como é que a indústria futebolística funciona. O Figo não enganou ninguém, no Sporting. Apetece-me também dizer que esta notícia sai à rua num momento delicado do Benfica, onde a estabilidade é essencial. Onde "os novos heróis", como lhes chamou o presidente, precisam de uma massa associativa que acredite neles, em vez de num qualquer D.Sebastião.
Tenho pena de ter escrito este post, mas como benfiquista que é, o Rui Costa podia ter gerido a situação muito melhor.
Leonor Pinhão
Como sempre, genial:
DOIS fanáticos benfiquistas, um pró- Trapattoni, outro anti-Trapattoni, como adiante se verá,mas ambos pró-Benfica, discutiam amigavelmente as incidências da última jornada da Super Liga, e não só. Sobre a mesa do café onde se encontravam lá estava exposta a última página de «A Bola» de ontem. No canto superior esquerdo, a lista dos árbitros nomeados para o próximo fim-desemana não lhes deixava dúvidas...
— Isto é o estertor do regime!
— É o regresso dos Costas!
— Este Luís Guilherme tem cá uma lata...
— Mandar-nos o António Costa para Vila do Conde. Ainda me lembro da arbitragem dele num Rio Ave-Porto que não me sai da memória...
— Eu lembro-me dos protestos do Carlos Brito e dos dirigentes do Rio Ave, foi um verdadeiro escândalo!
— Agora vai lá voltarparaprovar quenãotemnadacontraoRioAve...
— Não sejas tão básico assim. Até pode ser que faça uma arbitragem decente...
— Vinha mesmo a calhar. Lembras- te daquele penalty sobre o Nuno Gomes que ele nãomarcou no União de Leiria-Benfica da época passada?
— E do golo anulado ao nosso Kandaurov nas Antas?
— E do golo anulado ao João Tomás naquele Vitória de Guimarães- FC Porto?
— Olha, se ganharmos em Vila do Conde somos campeões.
— Já dizias a mesma coisa na semana passada, só que era «se ganharmos ao Marítimo».
— E tu dizias o mesmo há quinze dias, só que era «se ganharmos em Setúbal».
— E o que me dizes à nomeação do Paulo Costa para o Boavista- FC Porto?
— Mais um Costa.
— E o que pensas do penalty feito por Jorge Costa no jogo com o Gil Vicente?
— Outro Costa.
— De facto, o Olegário Benquerença tem feito uma época de uma coerência notável.
— Só à conta das suas decisões, o Porto temmais 5 pontos do que devia ter nesta SuperLiga.
— E nós é que estamos a ser levados ao colo...
— Ainda no domingo, com o Marítimo, foi anulado um golo limpo ao Nuno Gomes
— Este Benquerença, na Luz, não considerou o golo de Petit e ainda fez vista grossa a um penalty claro sobre o Karradas.
— Nas Antas...
— No Dragão...
— Ou isso, conseguiu não ver que o Jorge Costa jogou a bola com a mão. Era o empate para o Gil Vicente. E com o jogo empatado quem sabe o que poderia ter acontecido...
— Mas, ao mesmo tempo, deu gozo ouvir a euforia dos comentadores da televisão por o Porto ter conseguido quebrar o enguiço e ganhar em casa.
— Ao que isto chegou...
— E o que me dizes da actuação do Lucílio Baptista no Boavista- Sporting.
— Acho que os dirigentes, os jogadores e os técnicos do Boavista têm todas as razões para protestar.
— Mas bater era escusado...
— Tu não sabes quem começou, pois não?
— Cheira-me que foi o Sá Pinto...
— Tivesse o Sá Pinto enveredado pelo boxe em vez do futebol e quem sabe se Portugal não teria hoje um campeão olímpico da nobre arte de lutar...
— Quanto ao Lucílio Baptista no Bessa, bem, foi no mínimo muito anticaseiro...
— Lembro-me de uma arbitragem dele em que foi, no mínimo, muito caseiro... aquele Sporting- Benfica emque passou o jogo todo amarcar livres contra nós para ver se o André Cruz acertava...
— É verdade, o Sporting precisava de ganhar para ser campeão e nós íamos lá fazer de cabeçudos.
— E ainda perdoou um penalty do Toñito sobre o Nuno Gomes...
— E marcou tantos livres, tantos livres contra o Benfica que no último minuto, para compensar, lá marcou um livre de muito longe contra o Sporting...
— Ah grande Sabry! — Ah grande Sabry!

DOIS fanáticos benfiquistas, um pró- Trapattoni, outro anti-Trapattoni, como adiante se verá,mas ambos pró-Benfica, discutiam amigavelmente as incidências da última jornada da Super Liga, e não só. Sobre a mesa do café onde se encontravam lá estava exposta a última página de «A Bola» de ontem. No canto superior esquerdo, a lista dos árbitros nomeados para o próximo fim-desemana não lhes deixava dúvidas...
— Isto é o estertor do regime!
— É o regresso dos Costas!
— Este Luís Guilherme tem cá uma lata...
— Mandar-nos o António Costa para Vila do Conde. Ainda me lembro da arbitragem dele num Rio Ave-Porto que não me sai da memória...
— Eu lembro-me dos protestos do Carlos Brito e dos dirigentes do Rio Ave, foi um verdadeiro escândalo!
— Agora vai lá voltarparaprovar quenãotemnadacontraoRioAve...
— Não sejas tão básico assim. Até pode ser que faça uma arbitragem decente...
— Vinha mesmo a calhar. Lembras- te daquele penalty sobre o Nuno Gomes que ele nãomarcou no União de Leiria-Benfica da época passada?
— E do golo anulado ao nosso Kandaurov nas Antas?
— E do golo anulado ao João Tomás naquele Vitória de Guimarães- FC Porto?
— Olha, se ganharmos em Vila do Conde somos campeões.
— Já dizias a mesma coisa na semana passada, só que era «se ganharmos ao Marítimo».
— E tu dizias o mesmo há quinze dias, só que era «se ganharmos em Setúbal».
— E o que me dizes à nomeação do Paulo Costa para o Boavista- FC Porto?
— Mais um Costa.
— E o que pensas do penalty feito por Jorge Costa no jogo com o Gil Vicente?
— Outro Costa.
— De facto, o Olegário Benquerença tem feito uma época de uma coerência notável.
— Só à conta das suas decisões, o Porto temmais 5 pontos do que devia ter nesta SuperLiga.
— E nós é que estamos a ser levados ao colo...
— Ainda no domingo, com o Marítimo, foi anulado um golo limpo ao Nuno Gomes
— Este Benquerença, na Luz, não considerou o golo de Petit e ainda fez vista grossa a um penalty claro sobre o Karradas.
— Nas Antas...
— No Dragão...
— Ou isso, conseguiu não ver que o Jorge Costa jogou a bola com a mão. Era o empate para o Gil Vicente. E com o jogo empatado quem sabe o que poderia ter acontecido...
— Mas, ao mesmo tempo, deu gozo ouvir a euforia dos comentadores da televisão por o Porto ter conseguido quebrar o enguiço e ganhar em casa.
— Ao que isto chegou...
— E o que me dizes da actuação do Lucílio Baptista no Boavista- Sporting.
— Acho que os dirigentes, os jogadores e os técnicos do Boavista têm todas as razões para protestar.
— Mas bater era escusado...
— Tu não sabes quem começou, pois não?
— Cheira-me que foi o Sá Pinto...
— Tivesse o Sá Pinto enveredado pelo boxe em vez do futebol e quem sabe se Portugal não teria hoje um campeão olímpico da nobre arte de lutar...
— Quanto ao Lucílio Baptista no Bessa, bem, foi no mínimo muito anticaseiro...
— Lembro-me de uma arbitragem dele em que foi, no mínimo, muito caseiro... aquele Sporting- Benfica emque passou o jogo todo amarcar livres contra nós para ver se o André Cruz acertava...
— É verdade, o Sporting precisava de ganhar para ser campeão e nós íamos lá fazer de cabeçudos.
— E ainda perdoou um penalty do Toñito sobre o Nuno Gomes...
— E marcou tantos livres, tantos livres contra o Benfica que no último minuto, para compensar, lá marcou um livre de muito longe contra o Sporting...
— Ah grande Sabry! — Ah grande Sabry!

sexta-feira, abril 01, 2005
Calcanhar de Aquiles
Não há dúvidas que o calcanhar de Aquiles da (recém-adquirida) estabilidade do Benfica é Ricardo Rocha. A sua novela começou no passado defeso, continuou por alturas do Natal (em vésperas de um Benfica-Sporting) e vem, de novo, à tona, nesta altura decisiva.
O Record, braço armado deste movimento silencioso, deu a notícia, refugiando-se num insuspeito periódico do país vizinho, o El Mundo.
Ricardo Rocha assume, frontalmente, ao jornal "El Mundo", de Espanha, estar desagradado com a forma como tem sido tratado no Benfica. Nessas declarações, publicadas hoje, o defesa-central chega ao ponto de dizer que as "relações não são boas" e manifesta vontade de sair no final da temporada.
Não tenho o hábito de consultar os jornais estrangeiros. Mas, perante, tal notícia naveguei até ao site do El Mundo e tratei logo de procurar a notícia. Para minha surpresa (ou não), não a encontrei. Tentei o motor de pesquisa do próprio jornal, procurando apenas por Benfica, ordenado por data de edição, mas também não obtive resultados:
Curioso, não?
Mais tarde, o esperado desmentido lá surgiu pela mão do próprio jogador:
«Não o disse e nunca o diria, quer por não corresponder à verdade, quer por considerar que seria nesta altura uma enorme falta de respeito para com o clube e, sobretudo, para com os meus companheiros de equipa», começa por salientar o jogador, através do site oficial do Benfica.
«Não seria por estar a realizar, quanto a mim, e perdoando-me a imodéstia, a minha melhor época ao serviço do Benfica que a minha postura se alteraria. Estou no clube para o servir e para o ajudar a alcançar os seus objectivos», prossegue Ricardo Rocha, que diz ter sido avisado, assim como os seus companheiros, de que «este tipo de notícias iriam surgir nesta altura do campeonato», em que o Benfica, recorde-se, dispõe de seis pontos de vantagem na liderança sobre os mais directos perseguidores.
«Estão enganados aqueles que pensam que, com este tipo de notícias, nos conseguem desviar do nosso rumo. Esse está bem traçado: sermos campeões!», garantiu.
A resposta do jogador é clara e inequívoca. Como tem sido de todos aqueles que são alvo deste género de rumores. Não há dúvida que o Benfica está diferente para melhor, neste aspecto. Mas, agora que o campeonato está a recomeçar, é tempo de voltar às trincheiras.
PS - O FPVC do Queridos Jornalistas Desportivos conseguiu achar a tal notícia na edição do El Mundo Deportivo. Quem, nela, conseguir descobrir a frase "Não sou valorizado no Benfica" nesta notícia, ganha prémio!
O Record, braço armado deste movimento silencioso, deu a notícia, refugiando-se num insuspeito periódico do país vizinho, o El Mundo.
Ricardo Rocha assume, frontalmente, ao jornal "El Mundo", de Espanha, estar desagradado com a forma como tem sido tratado no Benfica. Nessas declarações, publicadas hoje, o defesa-central chega ao ponto de dizer que as "relações não são boas" e manifesta vontade de sair no final da temporada.
Não tenho o hábito de consultar os jornais estrangeiros. Mas, perante, tal notícia naveguei até ao site do El Mundo e tratei logo de procurar a notícia. Para minha surpresa (ou não), não a encontrei. Tentei o motor de pesquisa do próprio jornal, procurando apenas por Benfica, ordenado por data de edição, mas também não obtive resultados:
Curioso, não?
Mais tarde, o esperado desmentido lá surgiu pela mão do próprio jogador:
«Não o disse e nunca o diria, quer por não corresponder à verdade, quer por considerar que seria nesta altura uma enorme falta de respeito para com o clube e, sobretudo, para com os meus companheiros de equipa», começa por salientar o jogador, através do site oficial do Benfica.
«Não seria por estar a realizar, quanto a mim, e perdoando-me a imodéstia, a minha melhor época ao serviço do Benfica que a minha postura se alteraria. Estou no clube para o servir e para o ajudar a alcançar os seus objectivos», prossegue Ricardo Rocha, que diz ter sido avisado, assim como os seus companheiros, de que «este tipo de notícias iriam surgir nesta altura do campeonato», em que o Benfica, recorde-se, dispõe de seis pontos de vantagem na liderança sobre os mais directos perseguidores.
«Estão enganados aqueles que pensam que, com este tipo de notícias, nos conseguem desviar do nosso rumo. Esse está bem traçado: sermos campeões!», garantiu.
A resposta do jogador é clara e inequívoca. Como tem sido de todos aqueles que são alvo deste género de rumores. Não há dúvida que o Benfica está diferente para melhor, neste aspecto. Mas, agora que o campeonato está a recomeçar, é tempo de voltar às trincheiras.
PS - O FPVC do Queridos Jornalistas Desportivos conseguiu achar a tal notícia na edição do El Mundo Deportivo. Quem, nela, conseguir descobrir a frase "Não sou valorizado no Benfica" nesta notícia, ganha prémio!
terça-feira, março 22, 2005
Tempo de responsabilidade
Com o resultado de ontem, em Alvalade, o Benfica vê-se na pole position para a corrida final, rumo ao título. Neste momento, e dada a situação no campeonato, temos que ser conscientes e admitir que a oportunidade é única e de ouro e que seria uma grande desilusão não a aproveitar. A equipa tem, assim, a responsabilidade de querer e conseguir ser feliz, o que me parece bastante razoável, tendo em conta a regularidade, coesão, disciplina e trabalho exibido.
Os adeptos, esses, têm a responsabilidade de acreditar e apoiar incondicionalmente a equipa. Não tenho por hábito assobiar a equipa, embora não me coíba de a criticar quando a situação a justifica. Neste momento, acho que não é tempo de críticas, mas sim de união.
Aproveitando a conversa sobre responsabilidade, aproveito para referir a irresponsabilidade de McCarthy, que voltou a prejudicar a sua equipa e a maior irresponsabilidade ainda de Pinto da Costa, que sacudiu a água do capote, ficando indignado com um abraço do treinador adjunto do Sporting ao 4º árbitro. O discurso de vitimização continuou com o treinador, que se queixou de uma suposta dualidade de critérios. Só me resta concluir que até foi o Rui Jorge quem puxou o cotovelo de McCarthy contra si próprio, que foi Liedson quem, por bruxaria, levou a bola à mão de Seitaridis, que foi voodoo as contratações de Del Neri, Fernandez, Fabiano, Rossato, Paulo Adriano, Pepe, Hugo Leal, Diego, etc. Vítimas, sim, mas de si próprios.
Os adeptos, esses, têm a responsabilidade de acreditar e apoiar incondicionalmente a equipa. Não tenho por hábito assobiar a equipa, embora não me coíba de a criticar quando a situação a justifica. Neste momento, acho que não é tempo de críticas, mas sim de união.
Aproveitando a conversa sobre responsabilidade, aproveito para referir a irresponsabilidade de McCarthy, que voltou a prejudicar a sua equipa e a maior irresponsabilidade ainda de Pinto da Costa, que sacudiu a água do capote, ficando indignado com um abraço do treinador adjunto do Sporting ao 4º árbitro. O discurso de vitimização continuou com o treinador, que se queixou de uma suposta dualidade de critérios. Só me resta concluir que até foi o Rui Jorge quem puxou o cotovelo de McCarthy contra si próprio, que foi Liedson quem, por bruxaria, levou a bola à mão de Seitaridis, que foi voodoo as contratações de Del Neri, Fernandez, Fabiano, Rossato, Paulo Adriano, Pepe, Hugo Leal, Diego, etc. Vítimas, sim, mas de si próprios.
Pela positiva
A mais elementar justiça exige que destaque pela positiva o comentário de Ricardo Lemos, ontem n'O Jogo. Já uma vez me tinha referido a este jornalista e, hoje, faço-o novamente para reconhecer dois aspectos fundamentais do seu comentário:
Eis o comentário:
E os críticos?
RICARDO LEMOS
Mais um fim-de-semana extremamente favorável para o Benfica, que viu a vantagem para os directos adversários aumentada depois dos empates de Boavista (frente ao Penafiel) e Braga (contra o Rio Ave), tendo agora mais seis pontos que ambos os perseguidores. Há ainda a vantagem extra de saber que esta noite haverá mais um clube (ou os dois) a carpir mágoas, com Sporting e FC Porto a terem a obrigação de jogar para ganhar - e a avaliar pelos últimos resultados internos de ambos, esse não será um papel que desempenhem confortavelmente.
Ainda assim, é de destacar a unanimidade do discurso de treinador e jogadores benfiquistas, que, no final do triunfo em Setúbal, fizeram questão de não se pronunciarem sobre o clássico de logo à noite. Para além da fuga ao inevitável discurso da praxe - "era bom que perdessem os dois" -, fica a mensagem clara de confiança nas qualidades de um grupo que está, mais do que nunca, unido.
A solidariedade demonstrada em campo - assim como a gestão inteligente dos tempos de jogos, segurando a vantagem sem nunca colocar em causa o resultado - é já uma imagem de marca desta equipa do Benfica, que anteontem deu mais um passo firme numa caminhada em que poucos acreditaram.
Agora, é inevitável, lá surgem os arautos da verdade, reclamando méritos pelo (meio) sucesso actual, mas não serão estes os mesmo que reclamaram a queda de Giovanni Trapattoni e que afirmaram que o Benfica tinha o pior plantel da SuperLiga? De velho e acabado, "Trap" é já agora um génio; de toscos e pouco ambiciosos, os jogadores já são o espelho da qualidade... Mas, é claro, agora ninguém assume a autoria das críticas...
Erro:Penálti
No espaço dedicado à apreciação da equipa de arbitragem do encontro Setúbal-Benfica foi escrito (por mim) que João Vilas Boas tinha ajuizado correctamente o lance disputado entre Paulo Ribeiro e Geovanni. A verdade é que analisadas as imagens televisivas acredito que, à semelhança do árbitro de Braga, também me enganei - era penálti.
- A capacidade e coragem de assumir os próprios erros
- O não alinhamento com a práctica comum de atribuir a liderança do Benfica ao mal dos outros, retirando totalmente o mérito à equipa
Eis o comentário:
E os críticos?
RICARDO LEMOS
Mais um fim-de-semana extremamente favorável para o Benfica, que viu a vantagem para os directos adversários aumentada depois dos empates de Boavista (frente ao Penafiel) e Braga (contra o Rio Ave), tendo agora mais seis pontos que ambos os perseguidores. Há ainda a vantagem extra de saber que esta noite haverá mais um clube (ou os dois) a carpir mágoas, com Sporting e FC Porto a terem a obrigação de jogar para ganhar - e a avaliar pelos últimos resultados internos de ambos, esse não será um papel que desempenhem confortavelmente.
Ainda assim, é de destacar a unanimidade do discurso de treinador e jogadores benfiquistas, que, no final do triunfo em Setúbal, fizeram questão de não se pronunciarem sobre o clássico de logo à noite. Para além da fuga ao inevitável discurso da praxe - "era bom que perdessem os dois" -, fica a mensagem clara de confiança nas qualidades de um grupo que está, mais do que nunca, unido.
A solidariedade demonstrada em campo - assim como a gestão inteligente dos tempos de jogos, segurando a vantagem sem nunca colocar em causa o resultado - é já uma imagem de marca desta equipa do Benfica, que anteontem deu mais um passo firme numa caminhada em que poucos acreditaram.
Agora, é inevitável, lá surgem os arautos da verdade, reclamando méritos pelo (meio) sucesso actual, mas não serão estes os mesmo que reclamaram a queda de Giovanni Trapattoni e que afirmaram que o Benfica tinha o pior plantel da SuperLiga? De velho e acabado, "Trap" é já agora um génio; de toscos e pouco ambiciosos, os jogadores já são o espelho da qualidade... Mas, é claro, agora ninguém assume a autoria das críticas...
Erro:Penálti
No espaço dedicado à apreciação da equipa de arbitragem do encontro Setúbal-Benfica foi escrito (por mim) que João Vilas Boas tinha ajuizado correctamente o lance disputado entre Paulo Ribeiro e Geovanni. A verdade é que analisadas as imagens televisivas acredito que, à semelhança do árbitro de Braga, também me enganei - era penálti.
quinta-feira, março 17, 2005
Convocatória
Alguém me explica porque é que este senhor

não é convocado à selecção nacional e este projecto de jogador

é?
É que até o Pedro Emanuel tem jogado com mais regularidade!

não é convocado à selecção nacional e este projecto de jogador

é?
É que até o Pedro Emanuel tem jogado com mais regularidade!
terça-feira, março 15, 2005
O último a rir
Alguém mais reparou que enquanto os jornais se entretinham a explorar uma qualquer querela entre o Presidente e José Veiga, este último se deslocou ao Brasil e fechou uma contratação em 24 horas? Isto só prova o que se pode fazer sem os jornais atrás e reforça a necessidade do Benfica em proteger-se.
Como prólogo desta história, parece que há quem tenha ficado melindrado por ter feito figura triste. É o exemplo do Mais Futebol, onde ninguém viu a entrevista do Presidente na Sporttv. Não é que, já hoje, foram perguntar a António Carraça o que é que achava de ser falado para o lugar de José Veiga?
Realmente, a azia custa a passar. Não desistem...
Como prólogo desta história, parece que há quem tenha ficado melindrado por ter feito figura triste. É o exemplo do Mais Futebol, onde ninguém viu a entrevista do Presidente na Sporttv. Não é que, já hoje, foram perguntar a António Carraça o que é que achava de ser falado para o lugar de José Veiga?
Realmente, a azia custa a passar. Não desistem...
domingo, março 13, 2005
Cegueira
Diz a sabedoria popular que o maior cego é aquele que não quer ver.
O jogo de ontem, para além de fazer o Benfica ultrapassar o ponto sem retorno no que diz respeito à luta pelo título, mostrou o evidente talento de Manuel Fernandes. Fez um jogo espantoso, tanto a defender como a atacar, coroado com aquela jogada mágica para o tão saudado golo de Mantorras. Não admira que o Chelsea já o tenha debaixo de olho.
Como seria de esperar, a posição do Benfica no campeonato é causa de prurido nos anti-benfiquistas mais convictos, desejos de encontrar aquele pequeno pormenor negativo ao qual se podem agarrar e usar como alavanca para as suas investidas.
Depois da vitória clara e justa de ontem, depois de assumirmos a liderança, depois do outro candidato ao título ter sido goleado em casa, eis a nota que o editor do Record atribuiu ao Benfica, na análise ao jogo de ontem:
DE 0 A 5
A nota do editor (1)
Manuel Fernandes fez um bom jogo (foi destacado como melhor em campo). Aproveito, assim, este bom momento do médio para lhe fazer um reparo: teve duas entradas muito perigosas, às pernas de adversários, de "sola" (não é a primeira vez que o faz), e em nenhum dos casos o árbitro lhe mostrou, pelo menos, o amarelo. Colegas de profissão podiam ficar seriamente lesionados. O polícia (árbitro) pode ser incompetente ou míope, mas o ladrão, por não ser apanhado em flagrante, não deixa de o ser.
Autor: JOSÉ RIBEIRO
Data: Domingo, 13 de Marco de 2005 02:09:00
Esta opinião é, de facto, uma pérola. Primeiro pela nota ultra-negativa (1). Como referência, um outro editor brindou o FCP com 0, pela goleada. Depois porque, mais uma vez, os jovens jogadores do Benfica nunca têm classe, correcção ou talento. Aposto que este José Ribeiro era daqueles que dizia que o FCP, com o Pepe, nem precisava do Ricardo Carvalho e, certamente, nunca terá visto nenhum jogo do Carlos Martins.
O jogo de ontem, para além de fazer o Benfica ultrapassar o ponto sem retorno no que diz respeito à luta pelo título, mostrou o evidente talento de Manuel Fernandes. Fez um jogo espantoso, tanto a defender como a atacar, coroado com aquela jogada mágica para o tão saudado golo de Mantorras. Não admira que o Chelsea já o tenha debaixo de olho.
Como seria de esperar, a posição do Benfica no campeonato é causa de prurido nos anti-benfiquistas mais convictos, desejos de encontrar aquele pequeno pormenor negativo ao qual se podem agarrar e usar como alavanca para as suas investidas.
Depois da vitória clara e justa de ontem, depois de assumirmos a liderança, depois do outro candidato ao título ter sido goleado em casa, eis a nota que o editor do Record atribuiu ao Benfica, na análise ao jogo de ontem:
DE 0 A 5
A nota do editor (1)
Manuel Fernandes fez um bom jogo (foi destacado como melhor em campo). Aproveito, assim, este bom momento do médio para lhe fazer um reparo: teve duas entradas muito perigosas, às pernas de adversários, de "sola" (não é a primeira vez que o faz), e em nenhum dos casos o árbitro lhe mostrou, pelo menos, o amarelo. Colegas de profissão podiam ficar seriamente lesionados. O polícia (árbitro) pode ser incompetente ou míope, mas o ladrão, por não ser apanhado em flagrante, não deixa de o ser.
Autor: JOSÉ RIBEIRO
Data: Domingo, 13 de Marco de 2005 02:09:00
Esta opinião é, de facto, uma pérola. Primeiro pela nota ultra-negativa (1). Como referência, um outro editor brindou o FCP com 0, pela goleada. Depois porque, mais uma vez, os jovens jogadores do Benfica nunca têm classe, correcção ou talento. Aposto que este José Ribeiro era daqueles que dizia que o FCP, com o Pepe, nem precisava do Ricardo Carvalho e, certamente, nunca terá visto nenhum jogo do Carlos Martins.
sábado, março 12, 2005
Demonstração de resultados
O clube da boa gestão, "a melhor de que há memória em Portugal", como o FPVC tanto insiste no Queridos Jornalistas Desportivos, brindou-nos com um momento histórico a abrir a jornada.
Entre um resultado escandaloso para um clube com um orçamento anual de 70 milhões de euros, lenços brancos, insultos dos adeptos aos jogadores e insultos dos jogadores ao adeptos, houve de tudo.
A minha dúvida, no entanto, persiste: a imprensa vai dissecar este FCP e tratá-lo como Case Study do que não se deve fazer, ou vai dizer que até foi bom isto ter acontecido, que é um ponto de partida para a renovação, tal como o fez quando o FCP mudou de treinador (nas duas vezes!), e continuar a alimentar-se de pseudo-guerrinhas dentro do Benfica?
Cheira-me que já sei a resposta....
Subscrever:
Mensagens (Atom)
