segunda-feira, maio 16, 2005

O dia seguinte

Estava a ver o Dia Seguinte, na SIC Notícias, e reparei num conjunto de pormenores deliciosos:

  • A pergunta do Tele-voto era: "O Benfica vai perder o campeonato para o FCP?"

  • Metade dos comentários são a falar do golo e do campeonato do colo e demais disparates. A outra metade é a crucificar o Peseiro.

  • Há uma grande necessidade de pastilhas Rennie para um 1/3 dos comentadores, que estão verdes de raiva.



Agora, vamos trabalhar para o ponto que nos falta, porque ainda não ganhámos nada!

domingo, maio 15, 2005

Record - O nojo final!...

Já não há palavras para expressar indignação!

Desta vez o Record conseguiu! - Qual vergonha, qual ética, qual quê?! - Com uma total ausência de critérios jornalistícos ou um mínimo de rigor profissional, colocaram o tristemente famoso Bernardo Ribeiro a escrever a crónica do derby da nossa contentação.

Este senhor, que por várias vezes assinou artigos de opinião em que assumia claramente a sua preferência Lagartixa, foi o eleito para, pasme-se, escrever a crónica do jogo de Sábado (mas porque é que ainda há Benfiquistas a comprar o jornal destes cães?!?!)

Pois bem, este coisa, conseguiu acender a fogueira da polémica, ao fazer destaque de uma hipotética falta num golo limpo como água, em que a única falta que houve, foi a de jeito do Ricardo para agarrar uma bola que devia ser dele.

Esta incapacidade crónica da lagartagem para reconhecer os méritos alheios, atribuindo a factores externos tudo aquilo que o Benfica faz de bem, é típico de um facciosismo autista, arrogante e que, sinceramente, me faz sentir culpado por desejar que os lagartos possam levantar o caneco contra os coxos do CSKA.

Ouvi vários diregentes do Sporting dizer que o golo foi limpo. O Jorge Coroado na Antena 1 diz que o golo foi limpo, as equipas de reportagem da TSF e a da Rádio Renascença dizem que o golo foi limpo, na TVI e na SportTV idem aspas, todos os outros jornais são unanimes em reconhecer que a falta que existiu foi a de jeito do Ricardo e na volta, este palhaço do Bernardo Ribeiro começa a crónica do jogo do título a acender polémica: "Golo polémico" - A da tua mãe é que é polémica, meu caro!!!! - Se não podes abdica de ser jornalista, porque acho que está na hora de ires gozar com os da tua laia!

E deixem-se de merdas! - Não houve falta nenhuma. Até o próprio frangueiro dos lagartos reclama de uma mão e não de falta sobre ele (como se vê perfeitamente nas imagens televisivas) O árbitro esteve bem e o Benfica ganhou porque foi melhor e pronto!, tal como o tem sido ao longo da época!

Tentar desvalorizar isto é um exercicio enorme de mediocridade. Mas vindo de quem vem, já não surpreende. O que surpreende é o facto do Record ter perdido totalmente a vergonha e escolher estes coisas para escrever a crónica destes jogos.

Não peço um jornalista do Benfica. Peço um isento. Esta é, no mínimo, a responsabilidade de um orgão de informação.

O Ribeiro foi para a festa e saiu cabeçudo! - Bem feito!!!


A nós resta-nos esperar, rechaçando o ódio e a inveja por sermos Benfica. Afinal, estamos a um passo do sonho!...

sábado, maio 14, 2005

Emoção

Esta noite, foi, para mim, a 1ª vez que me senti parte de um todo na nossa ainda nova casa. Perante um jogo em que só uma das equipas queria ganhar, não poderia haver outro resultado. Na minha memória, ainda a explosão do golo do Luisão e os abraços fortes de pessoas que nunca se falaram, apenas ligadas por este estranho sentimento, por este amor ao vermelho da camisola. Imagens recorrentes, na minha mente.

Hoje, houve magia e houve Benfica. Nas palavras do Ricardo Araújo Pereira, "nós não contentamos com sermos os maiores. Sabemos que podemos ser ainda melhores do que aquilo. Podemos ser o Benfica. Falta-nos 1 ponto para o céu.

Voltarei ao Benfica-Sporting mais a frio. Mas quis escrever estas linhas neste estado!

sexta-feira, maio 06, 2005

Mudam-se os jogos, mudam-se as vontades...

Antes de mais, parabéns à lagartagem. Não é todos os dias que se chega à final da Taça UEFA.

Resta-vos agora, vencer aqueles que toda a imprensa se apressou a chamar de coxos, equipa sem qualidade e que ontem, venceu esclarecedoramente o Parma por 3-0. De qualquer forma, desconfio que agora, de coxos já não têm nada.
Neste caso, não se mudam vontades. É algo mais do género, mudam-se os jogos, mudam-se os epítetos...

E pronto, finalmente fica a consideração sobre os motivos que fundamentaram este post: - Então não é, que a direcção da lagartagem fez tudo o que lhe era possível para alterar o local do jogo da segunda mão?!

Isto tudo porque o recinto era:
  • Terceiro Mundista;
  • Pequeno;
  • Sem as mínimas condições para um jogo desta importãncia;
  • Não comporta a totalidade dos adeptos interessados no jogos, sendo que milhares de adeptos do Sporting não teriam ingresso;
  • Sem condições de segurança;
  • e tantas outras pérolas que não vale a pena citar.

Depois da recente novela em torno do estádio do Algarve, foi caricato ver os diregentes lagartos a pressionarem os dirigentes Uefeiros no sentido de alterarem o local do jogo. Então e a verdade desportiva?! - Se todos as outras eliminatórias se realizaram ali, porque é que esta havia de ser jogada noutro local?! - Queriam entrar numa de concorrência desleal?! - Como é que ficamos?

Àh pois é! - Mudam-se os jogos, mudam-se as vontades!...

quinta-feira, maio 05, 2005

terça-feira, maio 03, 2005

Telhados de vidro

Há bem pouco tempo, ressurgiu o problema do TotoNegócio.

Descansem as almas sportinguistas, os líderes do campeonato das dívidas, segundo o Público, porque o ex-primeiro-ministro e ex-presidente do Sporting, fez o favor de adiar o problema até 2010.

Alguém já ouviu algo sobre estes assuntos que referisse "promiscuídade" ou "concorrência desleal"?

Falta de imaginação

O Record volta a falar de Tiago e da saída para o Chelsea.

Não terão mais nada para escrever ou andam a atirar achas para uma fogueira que já não arde há muito?

Uncle Sam wants you!

O campeonato está a chegar à sua fase decisiva e de todos os lados contam-se as espingardas para as 3 derradeiras batalhas. É, pois, tempo de mobilização (daí o título do post).
Há que dar crédito aos rivais da 2a circular: a sua capacidade de coesão e união está muito acima da média. Parece quase um movimento consertado o que estão a fazer em todos os campos da comunicação social portuguesa:
  1. O presidente não se cansa de falar, especialmente horas antes dos jogos. Curiosamente, fala dos jogos dos outros, mas nos do seu clube há sempre um caso estranho que, ainda mais curiosamente, passa sempre ao lado das análises dos "entendidos".


  2. Os "entendidos", os locutores, os comentadores analisam ao pormenor todos os lances mais duvidosos do líder do campeonato. Analisam tanto, tanto, que chegam a ver coisas que não existem (como o tal toque do Ricardo Rocha no Lourenço), ficando com a vista cansada que depois não vêem o que realmente existe (como o penalty sobre o Nuno Gomes ou sobre o Wender, ou até foras-de-jogo de um jogador que tem marcado tantos golos como dado murros em adversários).


  3. A completar o ramalhete, chegam os notáveis. Os notáveis verdes-e-brancos pautam-se por deterem sempre a verdade suprema, sem no entanto perderem o dom da vitimice. Sofrem de uma constrangedora e quase clínica mania da perseguição e só a sua absoluta falta de fé na equipa e treinador os levam a ver os jogos do líder do campeonato com uma lupa, à espera do mais pequeno erro para fazerem a sua voz bradar aos céus, empunhando a espada da transparência e dado vivas ao seu presidente, o campeão da moralidade, o tal que fala sempre dos árbitros a poucas horas dos jogos.

Fechei assim o ciclo desta "pescadinha-de-rabo-na-boca". E é, pois, neste carrossel que se vão desenrolando as últimas semanas do campeonato. De um lado os benfiquistas, de outro os anti-benfiquistas. À boleia, um tal de Couceiro, treinador que passou de "aposta pessoal" para "treinador a prazo, futuro ex-director" a quem até pode sair a sorte grande, desde que as bandeirolas dos árbitros continuem a não subir a cada golo fora-de-jogo.

Os adversários do líder do campeonato também não têm vida fácil. São presos por ter cão e por não ter: Se defendem com agressividade, é porque estão comprados e querem ser expulsos. Se defendem sem agressividade, é porque estão comprados e estão a deixar-se perder. Que diabo, o que é que hão-de fazer, então?

Perante este movimento, só nos resta esperar sentados pelo final do campeonato para depois fazer as contas. Prontos, no entanto, para um de dois cenários que, no fundo são só um: Benfica campeão, mas que não merecia, num campeonato fraco, porque os outros é que eram maus ou um Benfica não-campeão porque não merecia, porque o campeonato é fraco, porque os outros eram maus, mas não tão maus como o Benfica. Temos, pois, a cama (eu diria até a campa) feita. Mas aquilo que lhes dói é que, mesmo com tantas manobras, está na nossa mão não nos deitarmos nela.

sexta-feira, abril 29, 2005

O regresso do Major

Sobre o regresso do Major, escreve Leonor Pinhão:

Indiciado por um conjunto de delitos mais do que suficientes para fazer corar as pedras da calçada, o major Valentim Loureiro regressou à presidência da Liga de Clubes graças à prescrição de um prazo técnico-jurídico. De um modo geral, a comunicação social exultou com o facto. Não por o major ser um homem inocente até ao dia em que for proferida a sentença. Antes pelo facto de o major ter «uma voz credível» e que muita falta tem feito ao futebol português.

Salvaguardando as distâncias entre as naturezas dos crimes imputados, o circo mediático montado em torno do regresso de Valentim Loureiro à sede da organização, as manifestações de apoio, as expressões emocionados dos amigos e dos funcionários, fez lembrar, de algum modo, o estardalhaço que se verificou na Assembleia da República quando Paulo Pedroso regressou ao seu posto de trabalho depois de uma temporada em que se viu privado das mais básicas liberdades.

O próprio major não se tem escusado de lamentar que o seu regresso à actividade se tenha ficado a dever à prescrição de um prazo e não à sua total e definitiva inocentação. Fica-lhe bem este desabafo. Não se passasse tudo isto em Portugal e o major poderia brilhar ainda mais como dirigente desportivo, como presidente do Metro do Porto e como cidadão, tomando a única atitude que, nos países civilizados, a opinião pública e a comunicação social exigem sem contemplações em casos semelhantes: a auto-suspensão de todos os cargos públicos e privados até ao apuramento da verdade.

Mas, caramba, em Portugal, isso é exigir muito. Venha de lá, então, essa voz credível para lutar contra os bandidos que andam por aí à solta!


Este major é mais uma personagem com uma grande lata!

domingo, abril 24, 2005

Habilidosos?! - É preciso ter lata...

Bernardo Ribeiro, escreve no Record de 24 de Abril, um artigo de opinião com o título "Habilidosos".

É preciso ter lata! - Bem sei que os últimos jogos da lagartagem foram pródigos em habilidades (que o digam os jogadores do Beira-Mar) e que ganhar assim sabe muito bem, mesmo quando a equipa não joga um pinchavelho!!!

No jogo com a Académica, porque não ganharam, lá vem esta gentalha destilar frustrações, insinuando arbitragens habilidosas, quando a grande habilidade do jogo passou pela não expulsão directa do Polga logo aos 24 minutos de jogo... Se essa expulsão acontecesse, como devia ter acontecido, gostava de ver se havia habilidade para, pelo menos, terem empatado o jogo.

Quanto à outra habilidade, a alteração do local do jogo do Estoril x Benfica, penso que nem merece comentários. No entanto, gostava de saber a opinião do senhor Bernardo sobre a compra do jogo da taça contra o Pampilhosa e a habilidade que foi necessária para colocar o Liedson a jogar, depois deste ter andado a gozar com o Sporting durante duas semanas.

Ainda sem saberem o resultado, muitos jornalistas e opinion-makers, vieram a terreiro criticar e colocar em causa a honorabilidade dos diregentes da SAD do Estoril, porque decidiram alterar o local de um jogo que lhes vai permitir realizar a maior receita da época e assim fazer face a uma série de problemas de tesouraria.

Por causa de uma boa medida de gestão (segundo muitos analistas desportivos, os jogos com os grandes não entram nas contas das equipas que lutam pela manutenção), estes pseudo-profissionais da comunicação aviltam a dignidade de dirigentes que em dois anos, conseguiram a proeza de subir o Estoril da Segunda Divisão B à Superliga. De facto, o que representa este feito quando comparado com esta inenarrável alteração?

Digam lá se não é preciso lata para falar em habilidade?...