quinta-feira, dezembro 08, 2005

Épico

No seguimento do post anterior, hoje acabou por ser mesmo o primeiro jogo em que o nosso Estádio esteve infernal. Tão infernal que nem os Red Devils se sentiram lá bem. E a prova disso é o tal dedo do Ronaldo, que é um gesto tão pequeno que nem merece mais referência. Mas ainda bem que percebemos que jogar com 65011 jogadores é melhor do que só com 11. Que os assobios, os apupos, a pressão sobre o adversário intimida, desconcentra e acanha, enquanto que catapulta e galvaniza a nossa equipa.

Hoje ganhámos nós, adeptos, e eles jogadores. Porque, finalmente, jogámos juntos.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

SL Benfica - Manchester United FC

Quando jogámos em Manchester, foi muito importante sentirmos que até o adversário considerava que estavam em campo duas das equipas mais importantes da história do futebol europeu. E quando digo isto, não digo apenas pelos anos 60, mas também pelos anos 80, em que o Benfica conseguiu 3 finais europeis (eu sei que a última foi 1990, mas deixem lá passar os "anos 80") perante um certo ocaso do MU.

Naturalmente que, com a vertente económica a ser cada vez mais importante, e com políticas e dirigentes tão duvidosos, o Benfica acabou por seguir um caminho simétrico do MU e atravessou o deserto, regressando, nos últimos 3 anos aos jogos europeus: inicialmente, com pouco sucesso, este ano com o apuramento directo para a Liga dos Campeões.

Perante o poderio deste adversário (e basta olhar para a linha avançada para vermos a diferença, que não haja ilusões), é muito importante que, esta noite, renasça algo que todas as equipas aprenderam a temer: o Inferno da Luz. O Inferno da Luz era o que esperava os nossos adversários no nosso desaparecido Estádio e é algo que ainda não marcou presença nesta nova casa. Nem mesmo, por exemplo, no decisivo jogo frente ao Sporting da época passada conseguimos ser verdadeiramente "infernais".

Dirão uns que os nossos adeptos já não sentem o clube da mesma maneira, outros que a equipa não os entusiasma, outros ainda que estamos todos tão nervosos que nem temos tempo para aquelas assobiadelas que entopem os ouvidos ou para os gritos de apoio que transformam qualquer jogador num Pélé. Mas se fomos capazes de silenciar Old Trafford o suficiente para só nos ouvirmos a nós, então ainda temos o que é preciso!

Esta noite, é gritar até já não ter pulmões! Não temos uns jogadores, temos outros. Como dizia, há tempos, o HMémnon, qualquer jogador do Benfica é melhor que qualquer jogador de outro clube porque é do Benfica. Há que os fazer sentir isso.

Se tivermos que sair derrotados, que não seja sem luta ou sem suor. O Benfica somos nós e eles só têm que ter medo!

terça-feira, novembro 29, 2005

No lugar certo, no momento certo

Palpita-me que vai ser um fim-de-semana azul:
FC Porto – Sporting, Olegário Benquerença (Leiria)
Belenenses – Nacional, Paulo Costa (Porto)
Maritimo – Benfica, Paulo Paraty (Porto)
Só artistas!

Não admira que o Postiga e o Jorge Costa estejam de saída. Com estes reforços polivalentes, a jogar em mais do que um jogo, não são precisos. Veja-se como o António Costa fez uma bela exibição esta semana.

domingo, outubro 23, 2005

Pelo cano abaixo

Postiga na equipa B

HÉLDER POSTIGA está, desde anteontem, a trabalhar com a equipa B, numa decisão quase exclusiva do treinador Co Adriaanse, com quem, ao que parece, o jogador não está a ter as melhores relações. Antes do encontro com o Inter, Hélder Postiga chegou a estar nas cogitações do treinador holandês, mas devido a um desentendimento no treino da antevéspera acabou por ficar fora dos convocados, como tem acontecido ultimamente. Anteontem, Postiga já não treinou com os companheiros da equipa principal.

A Bola, 23/10/2005

Não acredito que o jogador queira ficar nesta situação em ano de Mundial, por isso lá se vão mais 10 milhões de euros mal gastos. Isto é que é uma boa gestão.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Vira o disco...

... e toca o mesmo, para o Sportem!

Perfil:

Filipe Soares Franco, actual vice-presidente do Sporting Clube de Portugal e administrador da Sporting, SAD, tem 51 anos, é casado e pai de quatro filhos. Além da ligação ao Sporting, Soares Franco também foi presidente do Estoril-Praia, agora promovido à SuperLiga.

Profissionalmente, Soares Franco está ligado à área da construção, sendo presidente da OPCA, uma das maiores empresas nacionais deste sector. A principal associação do sector, a ANEOP, também é liderada por Filipe Soares Franco.

Esperem lá! Estoril-Praia?!

E não se fala do Litos para treinador? Querem ver que aquela malta do Estoril não é toda benfiquista como se fartaram de berrar os chorosos dirigentes leoninos, o ano passado? Agora já percebo melhor aquele ambiente pré-jogo, sobretudo provocado pelo Litos (e pelo infeliz Figueiredo!), e a agressividade dos jogadores do Estoril...

PS - A outra coisa fantástica na entrevista que está no link acima é que o próprio Soares Franco afirma que não tem "disponibilidade, ambição ou prazer que me levem a isso. Ajudo em tudo o que puder mas não ocuparei esse lugar.", quando lhe perguntam se iria tomar o lugar de José Eduardo Bettencourt que, à data (15-05-2004), havia abandonado a SAD do Sportem. A disponibilidade até acredito que tenha arranjado, agora a ambição e o prazer... O mundo dá mesmo muitas voltas!

terça-feira, outubro 18, 2005

Sim, sim...

Dias da Cunha:
Momento do Sporting é muito fomentado pela comunicação social.

Co Adriaanse:
- Disse em tempos que se visse lenços brancos poderia deixar o clube?
- Nunca disse isso.
Aqui fica o registo de quem passou tanto tempo a jogar bom futebol (sem ganhar nada) e a levar a cabo a melhor gestão (que deu prejuízo) e se esquece das suas responsabilidades e dos seus compromissos e até de quem os ajudou e protegeu empolando as qualidades e esquecendo as fraquezas.

Nunca se diz que não aos malucos.

sábado, outubro 15, 2005

Para pensar II

Record:
Quim regressa hoje ao Dragão. A lesão de Moreira a isso obriga. Li que no jogo de quarta-feira, para além de assobiado, ainda levou com moedas. Há energúmenos para tudo. Arremessar objectos ao guarda-redes da Selecção Nacional por ser rival é... triste.

E assim começam as intimidações...

Para pensar I

Jogar no Estádio do Ladrão (prefiro este nome ao oficial pelo que lá costumo ver) é isto, como relembra a Leonor Pinhão:
Foi Jorge de Brito o último grande dirigente do Benfica a sair vitorioso das Antas. É verdade que saiu resguardado, numa ambulância, de modo a evitar aquilo que se pode definir, com palavras mansas, como uma espécie rara de furioso mau perder dos donos da casa. Também Carlos Valente, o árbitro do jogo de 28 de Abril de 1991, passou um mau bocado no túnel de acesso às cabinas depois de ter dado por findo o encontro. «Armas, agressões, insultos e confusão » era o título da reportagem do Público no dia seguinte.

O ambiente criado não foi o melhor. Umboato diligentemente posto a correr na véspera do jogo através de uma rádio local da Cidade Invicta fez transbordar de indignação todas as cervejarias e cafés da Invicta: Carlos Valente tinha viajado para o Porto «em animada confraternização com a equipa do Benfica». Gaspar Ramos, à época vicepresidente do Benfica, denunciaria mais tarde «elementos não identificados» de terem agredido o árbitro Carlos Valente, facto que o árbitro não confirmou no relatório do jogo entregue no Conselho de Arbitragem.

Quando a equipa do Benfica chegou ao Estádio das Antas foi obrigada a equipar-se nos corredores, visto que o balneário que lhe era destinado estava «impregnado de um cheiro insuportável». Com o resultado já feito, os jornalistas na tribuna de imprensa foram subitamente alvejados por «cuspidelas, pontas de cigarros, latas de cervejas, insultos e ameaças », como relatava o Público. A emissão do Correio da Manhã- Rádio teve de ser interrompida. «Não tínhamos condições para continuar a trabalhar», explicou o repórter de serviço.

Perante a evidência e a notoriedade dos factos o Ministério da Administração Interna abriu um inquérito «com urgência» para apurar «até às últimas consequências » as responsabilidades pelos acontecimentos da tarde. Quase 15 anos depois, continua-se a aguardar os resultados e as consequências desse mesmo inquérito urgente. Mas por que raio haveria o Ministério da Administração Interna de se interessar por estas loucuras do futebol? Talvez a isso tenha ajudado uma reportagem do semanário Independente, dando conta aos seus leitores e aoministro de que «uma rede unindo polícias e marginais tem sido responsável pelas agressões a intimidações a árbitros, jogadores e dirigentes adversários» do FC Porto.

A verdade é que depois destas cenas exóticas nunca mais o Benfica ganhou ao FC Porto no seu reduto. César Brito, como não podia deixar de ser, voltou esta semana a ser ouvido sobre os dois golos que marcou naquela tarde e que, de acordo com a visão dos donos da casa, deveriam ter sido anulados, no mínimo... por fora-de-jogo. Este ano César Brito está confiante numa vitória do Benfica. Faço o meu papel e digo: eu também. Assim sendo, que Luís Filipe Vieira e Lucílio Baptista saiam pelo seu pé do Estádio do Dragão. E direitinhos.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Uma coerência... diferente!

Dias da Cunha, presidente do clube diferente (ex-clube do bom futebol) a 1 de Setembro de 2005:
O Sporting não é conduzido de fora para dentro.

Hoje, 5 de Outubro de 2005:
José Peseiro e os capitães do Sporting conversaram com representantes das claques Juve Leo e Directivo XXI esta manhã na Academia de Alcochete, após o treino da equipa. Os elementos das claques dirigiram-se ao local para falarem com representantes da equipa, o que acabou por acontecer.

Falaram, com certeza, do tempo... É o que dá ser diferente!