quinta-feira, julho 27, 2006

A feijões...

... mas nem por isso menos confrangedor. Estou a escrever aos 72 minutos, mas não tenho receio em adiantar-me e escrever que a nossa exibição foi pavorosa.

Mas, para mim, o que é triste é que aos 40 segundos já uma brisa fazia o levezinho voar sozinho em direcção ao chão. Aos 4 minutos, o mesmo jogador inventou um livre em posição frontal. Aos 10 minutos, este amigo teve uma entrada perigosa e um deu um pontapé no Ricardo Rocha. Mesmo antes de sair, ainda deu mais um mimo no Petit, isto para não falar das constantes quezílias ao longo do jogo. É esta a mentalidade do nosso campeonato, do nosso jogo.

O homem até pode ser goleador e mexer-se e posicionar-se como poucos. Mas na minha opinião, ele que jogue no clube dos outros e não no meu. Ver esta tristeza de jogador (a mergulhar) na Selecção, NÃO!

PS - Já agora, não era o Deivid que era um reforço para a Selecção?

sexta-feira, julho 21, 2006

E os aplausos vão para...

Como já escrevi aqui antes, não sou dos que alinham na euforia de grupo à volta do nosso nº 10. Já li em blogs que muito prezo quem lhe chame Maestro, quem não lhe poupe elogios ao Benfiquismo. Prefiro pensar que o nosso nº 10 é um jogador que já foi grande, dos maiores de sempre do nosso país, mas que nem sempre geriu de forma honesta a sua relação com o clube que o formou. E insisto nesta tecla porque me aborrece que o nosso nº 10 seja vangloriado como é, seja quase eleito capitão de equipa pelas massas e se esqueçam de outros jogadores que estão cá há mais anos e com mais jogos que ele: Luisão, Petit, Simão e especialmente o Nuno Gomes.



Sinceramente, sem querer parecer destabilizador, o meu aplauso nostálgico de amanhã vai para o melhor defesa-central que vi jogar e que se vai sentar no banco do nosso adversário: o grande Ricardo Gomes. Sempre apreciei nele a forma elegante como se fazia a cada lance e a forma decidida com que subia à área adversária. Lembro-me também de um ano em que ele decidiu uns quantos jogos sobre os 90 minutos. E claro, coube-lhe a honra de ter sido o primeiro jogador estrangeiro a capitanear o Benfica, honra essa que penso que terá sido bem entregue. Por tudo isto, este jogador deixa-me muito mais saudades que um qualquer vendedor de sonhos.

Já agora, não deixem de ver um exemplo do que falo aqui, parte da gloriosa (melhor adjectivo não podia ser) colecção de vídeos do S.L.B.

segunda-feira, julho 17, 2006

Época nova, vida nova

Terminado o período nacionalista (e mundialista), que motivou este blog a evitar as quezílias clubísticas contribuindo para o espírito de apoio à Selecção Nacional, é tempo de voltar. É certo que os clubes normalmente visados neste espaço até nem tinham lá muitos jogadores, mas vamos acreditar no purismo de que aquela ainda é a selecção de todos nós.

A época começa, pois, como terminou: com o arguido em alta, mercê das "trocas e baldrocas" que lhe permitiram safar-se de se tornar pen-pal de Lucianno Moggi para passar o tempo de reclusão. E lá anda ele, com a "habitual ironia" que já só faz rir quem ainda tem paciência para encarar tamanho esgoto e cara-de-pau. Para não variar, a "habitual ironia" é sempre sobre o nosso clube ou o seleccionador nacional, mesmo que para os lados azuis se esteja a preparar uma reedição do caso Tomasson. É que me parece que o FCP terá apostado tudo num único cavalo, em termos de contratações, e este tal de Hesselink terá mais que fazer do que jogar num clube onde se costuma perder o cabelo de tanta vitamina (lembram-se da geração do André?)...

Só lamento que no nosso país não haja pessoas corajosas e a eficiência vista no CalcioCaos. Notável como em tão pouco tempo o caso foi investigado e julgado, tendo as consequências desportivas sido imediatas. Foi visível o esforço para que a sentença surgisse antes do começo do campeonato, algo que em Portugal é completamente esquecido, não só neste caso como, por exemplo, no diferendo Gil Vicente - Belenenses.

O Ceportem... Bom, parabéns para eles, por terem festejado o centenário um ano antes... Normalmente, festeja-se do 100º para o 101º, mas sabe-se que aquilo é um clube diferente e tal.

Graças ao Mundial, o Benfica teve uma pré-época bastante calma. Não houve o carnaval de contratações e só lamento que o D'Alessandro não tivesse vindo. Parece-me que o Benfica terá algum potencial com os "Mundialistas" e se conseguir os melhores jogadores. Parece-me que o Rui Costa pode ser importante, mas tenho sérias dúvidas da sua eficácia quando for melhor coberto, com aquelas marcações impiedosas que caracterizam as equipas mais pequenas, e nas segundas partes de jogos a sério. Parece-me também perigoso jogar sem alas, depois de tantos anos a jogar intensivamente por lá.

Para nós, adeptos, é tempo de aproveitar a pré-época para nos prepararmos convenientemente para os primeiros embates da época e assegurarmos um lugar na Liga dos Campeões e tentarmos fazer pelo menos o mesmo que na época passada.

terça-feira, abril 11, 2006

Levado ao colo...

... foi o Manu para fora de campo quando foi expulso por palavras, mesmo a tempo do jogo da próxima semana com o Sportem.

quarta-feira, abril 05, 2006

Verdades deturpadas

De volta às lides nacionais, gostei muito do trabalho que surgiu no site oficial do clube, acerca de alguns mitos que, ao longo do tempo, ganharam lugar nas mentes mais fracas de quem aprecia o fenómeno futebolístico. Temas como o caso Calabote ou a relação do Benfica com o Antigo Regime são, exemplarmente, dissecadas aqui.

Agradecimento a estes amigos pela chamada de atenção.


PS - Que baile que o Humberto está a dar no Rui Santos, na SIC Notícias.

Tremeram...

... mas não caíram. Venceu a melhor equipa. Saímos orgulhosos, de cabeça erguida, mas sem deixar de pensar naquele minuto 61...

Venha a Liga!

É preciso que tenham...


Imagem retirada de www.sl-benfica.com


Eu tenho.

terça-feira, março 28, 2006

Os melhores do mundo

Aconteça o que acontecer, os melhores do mundo jogam de águia ao peito. Primeiro, precisamente porque jogam de águia ao peito. Depois, porque têm o nosso Estádio a apoiá-los. Ora, vamos lá todos acreditar e puxar por eles, esta noite!



PS - Ah! O rapazito brasileiro dos dentinhos grandes, que joga nos outros, é jeitoso e tal, dá uns toques, mas o nosso plantel está fechado. :)

quinta-feira, março 23, 2006

Brokeback football

Eram uma vez dois cowboys: o cowboy azul e o cowboy verde. Os dois cowboys moravam numa região pobre, com cabeças de gado magras, mas muito orgulhosa dos seus concursos regionais, pelos quais todos os cowboys da região disputam ferozes e mortais batalhas entre si.

O cowboy azul era o mais premiado, nos tempos mais recentes. Havia ganho a maioria dos últimos prémios, excepto nos anos em que o cowboy verde arranjou um boi argentino, que se atirava para o chão como ninguém, e um boi brasileiro, cujas "cornadas" se tornaram lendárias lá na terra. O cowboy azul e o cowboy verde eram muito amigos. Nas noites frias, no meio da montanha aconchegavam-se carinhosamente para não sentirem o frio e o desgaste da dura vida das pastagens. Por vezes, o cowboy azul até aproveitava para mais qualquer coisa, mas o cowboy verde não reclamava e deixava-se estar quietinho e feliz.

As vitórias constantes do cowboy azul chamaram a atenção do xerife, que achou estranho que, nos momentos chaves de cada concurso, havia sempre um juíz pronto a ajudar. O xerife lançou então uma investigação às relações do cowboy azul com os juízes e até acusou formalmente alguns dos amigos do cowboy azul de batotice. Mesmo assim, o cowboy azul não perdeu a compostura e continuou a participar.

O grande inimigo dos 2 amigos era a tribo de peles vermelhas que havia pela zona. Chamavam-lhes "bárbaros" e gozavam-nos por os acharem boçais, rudes, pobres ou incultos. Quis o acaso (ou não) que os peles vermelhas ganhassem o primeiro concurso depois da investigação do xerife. Logo os cowboys azul e verde conspiraram na sua tenda para espalhar a má língua na feira, dizendo que os juízes os haviam "levado ao colo", expressão que tão bem conheciam, possivelmente devido aos serões na tenda.

Até que, como em todos os grandes amores, os cowboys foram postos à prova, defrontando-se num dos torneios. O cowboy azul levou a melhor, com a tradicional ajuda do juíz e desta vez o cowboy verde ficou triste. Berrou, gritou, reclamou, mas já ninguém o ouviu, lá longe na montanha. O cowboy verde não aguentou a dor de perceber que não havia amor naquela relação, algo que ele já tinha desconfiado pela pouca vontade do cowboy azul em trocar de papeis. Tinha sido usado e abusado. Para ajudar, estava quase falido.

Agora, de colo nem queria ouvir falar, provavelmente porque estar sentado era tarefa quase impossível. Os peles vermelhas, esses, não conseguiam parar de rir.

domingo, março 19, 2006

São Mantorras

O nosso jogador-talismã lá quebrou o enguiço e marcou o que os outros passaram os 90 minutos a falhar.



Francamente, não sei já o que pensar dele. Se tantas vezes me parece inconsequente, perdido em fintas "estrambólicas", faltoso e individualista, não me deixa de impressionar a forma como ele galvaniza o público e a própria equipa desde o momento em que se levanta para aquecer. É um verdadeiro fenómeno que, nestes momentos em que a coisa parece realmente perdida, lá aparece com um destes pequenos milagres.

Por todos estes motivos, muito longe de serem racionais, pela pureza, alegria e vontade de estar em campo, acho que há espaço para o Mantorras no Benfica. Assim o queira o nosso mister... (deixo os comentários às declarações que o Koeman proferiu sobre o Mantorras ao meu colega de blog, que já me disse que lhe quer deixar um mimo)